Bolsonaro diz que Enem “começa a ter cara do governo”

Dezenas de servidores do Inep que trabalhavam com o exame pediram demissão. Presidente diz que ministro garante realização da prova

Bolsonaro diz que Enem “começa a ter cara do governo”
Créditos: Andressa Anholete/Getty Images

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda, 15, que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) “começa a ter a cara do governo”. A declaração ocorre após pedido de demissão em massa no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), com a saída de 37 servidores. A prova será aplicada nos próximos dois domingos para cerca de 3,1 milhões de candidatos.

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O presidente afirmou ter conversado “muito rapidamente” com o ministro da Educação, Milton Ribeiro, e que ele teria garantido a realização das provas “na mais absoluta tranquilidade”. O Enem está marcado para acontecer entre os dias 21 e 28 de novembro.

O que levou àquelas demissões, não quero entrar em detalhes, mas é um absurdo que se gastava com poucas pessoas lá. Inadmissível”, disse Bolsonaro.

O que eu considero muito é que começa a ter a cara do governo as questões da prova do Enem. Ninguém precisa estar preocupado com aquelas questões do passado, que caía tema de redação que não tinha nada a ver com nada, realmente é algo voltado para o aprendizado”, completou.

Bolsonaro foi questionado sobre o tema em uma entrevista concedida a jornalistas em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, na expo Dubai 2020, onde ele cumpre agenda.

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Demissões em massa

Nas últimas semanas, trinta e sete coordenadores do Inep pediram demissão coletiva em resposta ao que classificam de “má gestão” do instituto, órgão ligado ao Ministério da Educação e responsável pela aplicação de todos os exames públicos de avaliação de ensino no Brasil. A maior parte dos que se demitiram atuava na área de gestão e tecnologia do Inep, e cuidava diretamente do Enem, segundo a CNN.

Em nota, o ministro Milton Ribeiro afirmou que “as provas do exame já se encontram com a empresa aplicadora e o Inep está monitorando a situação para garantir a normalidade de sua execução”.

Confira abaixo a opinião de alguns políticos sobre o tema:

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João Amoêdo

João Amoêdo um dos ex presidentes e fundadores do Partido Novo disse em suas redes sociais: ‘‘Bolsonaro confirma a interferência política na prova.’

Guilherme Boulos

Guilherme Boulos (PSOL) é coordenador do MTST e foi candidato a prefeitura de São Paulo, em suas redes sociais disse: ”Já vazou uma questão: “8 assessores repassavam 80% dos salários. Média dos salários era de 8 mil reais. O salário do deputado era 30 mil. Quanto o deputado recebia por mês? A) 81,2 mil b)75 mil c)54 mil d)35 mil. Gabarito A.”

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