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Em semana conturbada, dólar fecha último pregão em queda

Resultado segue fala de Haddad, que anunciou um corte de R$ 25 bilhões em despesas e destacou o compromisso do presidente Lula com o arcabouço fiscal

Durante toda a semana, a variação do dólar já alcançou 1,11%; O Ibovespa, por sua vez, teve alta de 0,15% no dia
Dólar – Créditos: Canva

O dólar encerrou o pregão desta sexta-feira (5) em baixa, revertendo as perdas dos últimos dias, impulsionado pelo compromisso reafirmado do Governo brasileiro com a meta fiscal e pela análise dos indicadores econômicos dos Estados Unidos.

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Na quarta-feira (3), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou um corte de R$ 25 bilhões em despesas, destacando o compromisso do presidente Lula com o arcabouço fiscal. “Não se discute isso. São leis que regulam as finanças no Brasil e serão cumpridas. O arcabouço será preservado a todo custo”, afirmou Haddad.

A repercussão positiva desse anúncio aliviou as tensões políticas em torno da responsabilidade fiscal do Governo, o que refletiu diretamente nos mercados financeiros. O Ibovespa, índice de referência da B3, fechou em leve alta de 0,08%, alcançando 126.267 pontos.

O que mexeu com o dólar nos últimos dias?

Segundo Haddad, os cortes orçamentários para 2025 incluirão despesas obrigatórias, sendo que algumas medidas poderão ser antecipadas dependendo do relatório de receitas e despesas do Governo. “Serão R$ 25,9 bilhões que vão ser cortados. Um trabalho com critérios baseados em cadastro e leis aprovadas”, explicou o ministro.

Além disso, no mesmo dia, durante o anúncio do Plano Safra para agricultura familiar, Lula reforçou o compromisso com a responsabilidade fiscal, afirmando que “não joga dinheiro fora” e que o Governo aplica os recursos necessários em áreas como educação e saúde.

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No cenário internacional, o foco esteve no relatório de emprego nos Estados Unidos, que mostrou uma desaceleração na criação de vagas, com a taxa de desemprego subindo para 4,1% em junho. Esses dados sugerem uma possível mudança na política monetária pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano, que tem monitorado a inflação e o mercado de trabalho.

O último relatório de política monetária do Fed ao Congresso reiterou que a inflação está em queda e que o mercado de trabalho está retornando a uma situação “apertada, mas não superaquecida”, pré-pandemia.

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