endividamento bilionário

Ricardo Eletro tem falência decretada

O endividamento total do grupo, incluindo passivos em recuperação, é de cerca de R$ 4,8 bilhões.

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Fachada de uma loja da Ricardo Eletro (Crédito: Divulgação)

A Justiça de São Paulo decretou na quarta-feira (8) a falência da varejista Ricardo Eletro. A decisão ocorre após dois anos de recuperação judicial e quatro anos de uma intensa crise financeira na empresa.

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A sentença, que atinge o grupo Máquina de Vendas Brasil, cita “a identificação de diversos fatores de esvaziamento patrimonial”, e menciona que a atual recuperação judicial “não reúne condições de prosseguimento”. O endividamento total do grupo, incluindo passivos em recuperação, era de cerca de R$ 4,8 bilhões em dezembro de 2021, para uma receita líquida de R$ 7 milhões no ano passado, uma queda de 98% sobre 2020.

Para tentar reverter a situação, o grupo entrou com pedido de efeito suspensivo contra a decisão. No documento, diz que soube da sentença com “absoluto espanto”, que a decisão é “prematura” e que “não há esvaziamento com intuito de cometer fraude” na companhia.

Na sentença, o juiz Leonardo dos Santos, da 1 Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, afirma que o administrador judicial, Laspro Consultores, “identificou diversos indícios de esvaziamento patrimonial” do grupo varejista. Intimada para se manifestar, fala que a empresa se limitou a pedir adiamento nos prazos para se posicionar.

Segundo Santos, “além de não negar expressamente tal fato [o esvaziamento], [o grupo] limitou-se ao requerimento, em duas oportunidades distintas, de prazo suplementar para manifestação, sem quaisquer manifestações concretas a respeito da questão.”

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A empresa fechou em 2020 as cerca de 300 lojas que ainda mantinha e passou a operar apenas pelo site, com pequeno portfólio de produtos. No agravo, a rede diz ter mais de 3 mil itens à venda e negocia 30 mil.

 

 

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