MUDANÇAS

Congresso aprova novo ensino médio; espanhol deixa de ser obrigatório

O texto já havia sido aprovado pela Câmara em março, contudo recebeu alterações no Senado, o que obrigou o projeto a retornar para nova análise dos deputados

Congresso aprova novo ensino médio; espanhol deixa de ser obrigatório
Houve mudanças na carga horária dos estudantes no novo ensino médio – Créditos: Canva Fotos

A lei que cria o Novo Ensino Médio foi votada e aprovada pela Câmara dos Deputados nesta terça-feira (9). O texto segue, agora, para a sanção presidencial. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode aprovar na íntegra, vetar trechos ou ainda vetar tudo.

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O texto já havia sido aprovado pela Câmara em março, contudo fora alterado no Senado, o que obrigou o projeto a passar por nova análise dos deputados.

Principais mudanças do novo ensino médio:

Carga horária:

  • 2.400 horas para disciplinas obrigatórias (antes eram 1.800 horas);
  • 600 horas para disciplinas optativas (antes eram 1.200 horas);

Entidades e associações estudantis, incluindo UBES, UNE e ANPG, veem positivamente o aumento da carga horária obrigatória, pois ela cobre conteúdos essenciais para vestibulares e processos seletivos.

Já o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), que reúne secretários estaduais de educação, considera que a nova divisão da carga horária compromete a qualidade do ensino e do aprendizado, sem desconsiderar a importância da formação técnica.

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Disciplinas obrigatórias:

  • Português, inglês, artes, educação física, matemática, ciências da natureza (biologia, física, química) e ciências humanas (filosofia, geografia, história, sociologia). antes, português e matemática, educação física, arte, sociologia e filosofia eram obrigatórias;
  • Ensino do espanhol será facultativo.

Neste aspecto, a ampliação da lista de disciplinas obrigatórias é vista como um fator positivo por permitir maior interdisciplinaridade.

Entidades estudantis defendiam, porém, que o espanhol fosse obrigatório para promover a integração latino-americana e atender às exigências do Enem.

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O  Consed apoia esta flexibilidade para que as unidades da Federação decidam sobre a inclusão do ensino do espanhol, considerando necessidades locais e recursos disponíveis.

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