Representante da Unicef diz que volta das crianças à escola é prioridade

De acordo com dados do IBGE mostram que o número de crianças e adolescentes fora das escolas teve um crescimento de 171% em 2021 quando comparado com o ano de 2019

Pesquisas realizadas pela Unicef mostram que a faixa com mais crianças se desvinculando das escolas era entre os 6 a 11 anos (Créditos: Miguel Schincariol/Getty Images)

Um problema que que todos pensavam ter ficado para trás antes da pandemia, evidenciou que não com a reabertura das escolas: o aumento de evasão escolar. “Encontrar e trazer esses estudantes de volta às aulas deveria ser prioridade no país neste momento”, avalia a representante do Unicef no Brasil, Florence Bauer.

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De acordo com dados do IBGE mostram que o número de crianças e adolescentes fora das escolas teve um crescimento de 171% em 2021 quando comparado com o ano de 2019. Bauer ainda cita a iniciativa da “busca ativa” presente em cerca de 80% das escolas municipais como importante para que todos voltem para os estudos: “foi importante para que 80 mil alunos voltassem a frequentar as aulas.”

Mas para ela, só a busca ativa não é o suficiente: “a gente vem acompanhando desde o início da pandemia esses números e fica claro que crianças e adolescentes tem mais dificuldade em estudar à distância, especialmente os que estão em fase de alfabetização”, pondera.

Para Bauer, é preciso o devido acolhimento pedagógico e familiares a esses alunos. “muitas não conseguiram aprender da mesma maneira a distancia e vão precisar de um apoio personalizado no âmbito escolar para avaliar o nível de aprendizagem de cada criança e pensar estratégias personalizadas para essa retomada”, pondera.

Pesquisas realizadas pela Unicef mostram que a faixa com mais crianças se desvinculando das escolas era entre os 6 a 11 anos, “justamente a faixa que costumava ter acesso universal ao ensino no Brasil, antes da pandemia”, avalia. De acordo com a CNN, a representante da Unicef ressalta que garantir os recursos devidos à área é essencial nesse processo, “combinado entre municípios, estados e União.”

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“Esse deve ser um esforço da sociedade, das famílias voltarem a ser sensibilizadas que a escola é a prioridade absoluta dentro de uma família, não pode deixar criança sem ir para a escola de forma alguma”, pondera. “De maneira geral, corremos um risco alto de essas crianças não voltarem à escola”, alerta Bauer.

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