Após encontro com Putin, Macron se reúne com presidente da Ucrânia

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O presidente francês Emmanuel Macron fala à mídia antes de uma reunião do Triângulo de Weimar para discutir a atual crise na Ucrânia em 8 de fevereiro de 2022 em Berlim, Alemanha. (Crédito: Hannibal Hanschke – Pool/Getty Images)

O presidente francês, Emmanuel Macron, conversou com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em Kiev, um dia depois de uma reunião com o chefe de Estado russo, Vladimir Putin.

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Macron declarou nesta terça-feira (08) que tem um plano a seguir para aliviar as tensões com a Rússia sobre a Ucrânia, mas que o caminho deverá custar meses de conversas. O líder francês também expressou otimismo após se encontrar com Putin e Zelensky, e disse que agora vê a “possibilidade” de as negociações envolvendo Moscou e Kiev sobre o conflito no leste do país avançarem.

“Não podemos subestimar o momento de tensão que estamos vivendo”, disse Macron em entrevista coletiva conjunta com Zelensky. “Não podemos resolver esta crise em poucas horas de conversações. Serão os dias, as semanas e os próximos meses que nos permitirão progredir.”

Viagem à Berlim

Logo após o encontro com Zelensky, Macron voou a Berlim para conversar com os líderes da Alemanha e da Polônia. O francês anunciou que haverá nova reunião de nível consultivo dos líderes do chamado formato Normandia (Ucrânia, Rússia, França e Alemanha), em Berlim, na quinta-feira, para procurar uma solução para a crise ucraniana.

Zelensky espera que a reunião em Berlim possa abrir caminho para uma cúpula com o objetivo de reviver o paralisado plano de paz para o conflito entre Kiev e os separatistas apoiados por Moscou.

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Putin disse após suas conversas com Macron que “faria tudo para encontrar consensos que satisfaçam a todos”. O líder russo reconheceu que várias propostas apresentadas por Macron podem “formar uma base para novas medidas” para aliviar a crise na Ucrânia.

Em seu twitter oficial, Macron disse que a França está disposta, juntamente com a Alemanha, a por fim nas tensões. ”No contexto atual, a frieza demonstrada pelo povo ucraniano impõe respeito. Ao lado da Alemanha, a França está determinada a pôr fim ao conflito”, escreveu o presidente francês.