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Milhares de pessoas protestam no Irã para defender o uso do véu

O comitê que se encarregou de convocar os protestos pró-hijab afirmam que os manifestantes que questionam o uso da vestimenta são mercenários que insultam o Corão.

Milhares de pessoas protestam no Irã para defender o uso do véu
A onda de protestos já dura ao menos 5 dias no Irã (Crédito: Getty Images)

Após dias de protestos pela morte da jovem Mahsa Amini, por uso indevido do véu, um outro grupo de manifestantes saiu às ruas. Nesta sexta-feira (23), houve manifestações a favor do uso do hijab em diversas cidades do Irã.

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Os manifestantes desta sexta saíram às ruas porque foram convocados pelas autoridades do país para defender o uso do véu. O comitê que se encarregou de convocar os protestos pró-hijab afirmam que os manifestantes que questionam o uso da vestimenta são mercenários que insultam o Corão e o profeta Maomé, além de terem queimado bandeiras do Irã.

Mahsa Amini foi declarada morta no dia 16 de setembro, três dias após ser detida pela polícia de Teerã. Segundo ONGs que monitoram a violência e as violações aos direitos humanos no país, Amini teria sofrido uma pancada fatal na cabeça enquanto era mantida presa. As autoridades locais negam a acusação.

A notícia da morte da jovem curda deflagrou uma série de protestos e uma indignação generalizada no país. Mulheres iranianas queimaram seus hijabs, cortaram seus cabelos e, unidas também com homens, entraram em confrontos com a polícia, que usa bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha e de metal e jatos de água para reprimir os manifestantes.

 

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