Mulher morre após cirurgia plástica na Espanha

A cirurgia deixou cerca de 30 perfurações em vários órgãos da paciente

mulher-morre-apos-cirurgia-plastica-na-espanha
A cirurgia durou mais que o previsto, cerca de cinco horas (Crédito: Canva)

Uma mulher morreu após sofrer perfurações durante uma cirurgia plástica na Espanha. Sara Gómez, de 39 anos, morreu no dia 1º de janeiro, após realizar uma lipoescultura que a deixou com cerca de 30 perfurações de 0,5 a 2 centímetros em alguns órgãos como rins, fígado, intestino, entre outros. A cirurgia foi feita no dia 2 de dezembro, em Cartagena na Espanha.

Publicidade

Sara deu entrada em uma clínica particular e realizou o procedimento que durou cerca de cinco horas. Ao terminar o cirurgião garantiu à família que mesmo Sara, estando um pouco instável, tudo estava bem. Tempo depois, a paciente precisou ser transferida para um hospital em estado gravíssimo por perda de sangue e de outros líquidos.

A cirurgia que foi feita em Sara, retira a gordura por meio de uma cânula de uma parte do corpo e a transfere para outras regiões, afim de remodelar a forma da pessoa. Segundo o advogado da família, Inácio Martínez que acompanhava o caso, o cirurgião demorou quatro horas para chamar o serviço de emergência.

O que é questionado é como o médico não interrompeu a cirurgia ou não chamou rapidamente socorro, pois o anestesista relatou, que havia alertado o cirurgião de que o liquido extraído da paciente não estava na cor normal. O cirurgião chileno, 38 anos, garante que durante a cirurgia não teve complicações. De acordo com seu advogado Pablo Martínez, o médico não identificou nada de errado durante o procedimento.

O advogado da família de Sara, argumenta que há negligência médica, pois o médico inseriu a cânula no peritônio e não no espaço entre pele e músculo. Sara morreu após perfurações de uma cirurgia plástica na Espanha. No laudo médico do hospital, consta que a morte foi causada devido a lesões em diversos órgãos.

Publicidade

A cirurgia custou cerca de 5,7 euros (36 mil) e fez com que a Espanha repensasse em algumas leis para que somente médicos que estudaram esta especialidade, possam realizar cirurgias plásticas, estéticas ou restauradoras. Em 2021, a Associação de Defesa do Paciente da Espanha recebeu 13 mil denúncias, 300 eram relacionadas a cirurgias estéticas.