Mostra Ecofalante estreia com títulos de temática socioambiental

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A 10ª edição da Mostra Ecofalante de Cinema começa hoje (11), com transmissão ao vivo da cerimônia de abertura e estreia da programação na sequência. A mostra, evento audiovisual sul-americano de destaque dedicado às temáticas socioambientais, reúne 101 títulos de 40 países, 30 deles inéditos no Brasil. O público poderá acompanhar a programação de forma online e gratuita até 14 de setembro.

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“A mostra chega ao seu décimo ano num momento de grande crise no Brasil e no mundo, marcada pela pandemia, a emergência climática, a enorme destruição da biodiversidade e a crescente desigualdade social. Os desafios são enormes e a função da mostra, que sempre foi a de trazer informação de qualidade e promover o debate democrático, plural e inclusivo, tem se tornado cada vez mais importante. Não é à toa que foi o festival que mais cresceu no Brasil nesses últimos anos”, disse o diretor da mostra, Chico Guariba.

Após a abertura, marcada para as 19h, com a presença do diretor e convidados, será exibido o premiado filme O Novo Evangelho, de Milo Rau, eleito o melhor documentário no Swiss Film Awards 2021 e coproduzido entre Alemanha, Suíça e Itália, que procura revelar o que Jesus Cristo pregaria no século 21.

A programação é dividida em sessões, começando pelo Panorama Internacional Contemporâneo, com os mais premiados filmes internacionais recentes dividido em sete eixos temáticos: Ativismo, Biodiversidade, Cidades, Economia, Povos & Lugares, Tecnologia e Trabalho; e pela Competição Latino-Americana, que reúne 30 produções recentes de sete países da região.

Há ainda o Programa Especial – Territórios Urbanos: Segregação, Violência e Resistência, uma retrospectiva de obras brasileiras produzidas a partir de 1999 assinadas por nomes como João Moreira Salles, com a obra Notícias de Uma Guerra Particular, e Maria Augusta Ramos, com Futuro Junho; o Especial Energia Nuclear – 35 Anos de Chernobyl, 10 Anos de Fukushima, uma seleção de documentários produzidos nos últimos anos que abordam esses grandes desastres nucleares; e o Concurso Curta Ecofalante, premiação voltada a estudantes brasileiros.

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Atrações inéditas no Brasil compõem a programação da mostra. Entre as estrangeiras, os organizadores destacam os longas Jogo do Poder de Costa-Gavras, cineasta vencedor do Oscar e do prêmio de melhor direção no Festival de Cannes. Nesse trabalho, o diretor revela os bastidores do jogo de poder da Europa, focalizando as razões para a crise na Grécia. Há ainda a pré-estreia de A História do Plástico, documentário dirigido por Deia Schlosberg, que expõe situações por trás da poluição do plástico.

Entre os filmes nacionais, um dos destaques é a pré-estreia mundial de A Bolsa ou a Vida, mais recente trabalho do diretor Silvio Tendler. O longa propõe a reflexão sobre o que virá depois da pandemia e traz entrevistas com o escritor Ailton Krenak, o padre Júlio Lancelotti, o cineasta Ken Loach, a dragqueen e professora Rita von Hunty, entre outros.

Nesta edição, a programação contempla o marco dos acidentes nucleares de Chernobyl (Ucrânia, 1986) e Fukushima (Japão, 2011), trazendo cinco obras realizadas entre 2006 e 2020 que alertam para os perigos da energia nuclear. A seleção de filmes tem o objetivo de despertar uma discussão sobre essa alternativa de energia em tempos de emergência climática.

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Realizações africanas estão presentes nesta edição, com obras vindas do Quênia, Angola e Madagascar. O documentário do Quênia, Softie, premiado por sua montagem em Sundance e dirigido pelo cineasta e ativista Sam Soko, segue o percurso de um fotógrafo famoso por retratar a violência política daquele país.

De Angola, Ar Condicionado, o longa de estreia de Fradique, mescla realismo fantástico e crítica social. Já Morning Star é uma coprodução entre Madagascar e a Ilha da Reunião selecionada para o IDFA-Amsterdã, importante festival internacional de documentários. Dirigida por Nantenaina Lova, a obra tem como foco uma vila, uma comunidade e uma cultura sob o risco de desaparecer por conta da mineração.

A mostra terá uma agenda de entrevistas e debates, que ocorrerá ao longo da programação, com temas envolvendo ativismo, biodiversidade, cidades, economia, povos, tecnologia e trabalho. Todos os debates e entrevistas poderão ser acessados a partir do canal da Mostra Ecofalante no Youtube.

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Os filmes serão disponibilizados no site do evento e nas plataformas parceiras da mostra: Belas Artes à La Carte e Spcine Play.

(Agência Brasil)

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