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O Rio de Janeiro continua…

Pelo menos 25 pessoas foram mortas na manhã de hoje (6) durante a Operação Exceptis, da Polícia Civil, na favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio de Janeiro

Pelo menos 25 pessoas foram mortas durante a Operação Exceptis, na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro
Pelo menos 25 pessoas foram mortas durante a Operação Exceptis, na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro (Canva Fotos)

Imagine você, estar dentro de um vagão de metrô, fazendo o trajeto do sagrado trabalho de cada dia, e ser atingido por um tiro. Dentro de um vagão, repito. Isso aconteceu pra quem achou que, hoje, seria um dia comum no Rio de Janeiro: acordar, trabalhar e voltar pra casa. Para alguns, não foi.

Amanhecer no Jacarezinho, comunidade na Zona Oeste da capital fluminense, foi perigoso.

Uma operação da Polícia Civil estava em andamento e, aos desavisados, o susto… Ou uma bala perdida.

Foram 25 mortos na operação mais letal do Rio de Janeiro, desde 1989. Segundo a polícia, 24 eram suspeitos (mas não revelaram as identidades) e um dos que perderam a vida era policial: André Leonardo de Mello Frias, da Delegacia de Combate à Drogas (Dcod).

Dois passageiros que estavam no metrô foram baleados dentro do vagão da linha 2, na altura da estação Triagem, e sobreviveram. Um morador da comunidade foi atingido no pé, dentro de casa, e passa bem. Dois policiais civis também se feriram.

A Polícia Civil do Rio diz que não está “comemorando” o saldo da operação, que contou com cerca de 250 agentes. Foram apreendidos seis fuzis, 16 pistolas, uma submetralhadora, uma escopeta e 12 granadas.

As investigações que deram base para a operação duraram cerca de 10 meses. Segundo o delegado Rodrigo Oliveira, criminosos que vivem na favela aliciavam filhos de trabalhadores para o tráfico na região.

O delegado Felipe Curi, chefe do Departamento-Geral de Polícia Especializada, afirmou que os grupos estavam preparados com barricadas. O objetivo da polícia, de acordo com ele, foi o de garantir o direito de quem vive “sob a ditadura do tráfico”.

Os investigadores afirmaram ainda que o policial civil morto na ação foi atingido por um tiro disparado de uma seteira (espécie de abertura em concreto), o que indicaria que os alvos vinham se preparando há algum tempo.

Pelas redes sociais, moradores do Jacarezinho se manifestaram, afirmando que há mais mortes do que as contabilizadas. À tarde, chegaram a fazer um protesto na comunidade.
Realmente… Não há o que comemorar.

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Perfil Brasil.