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Em 2020, o recuo do Produto Interno Bruto teve um nome: coronavírus. Com as restrições, o setor de serviços foi o mais afetado e a indústria teve queda acentuada

Recuo do Produto Interno Bruto teve um nome coronavírus
Recuo do Produto Interno Bruto teve um nome coronavírus (Crédito: Buffik por Pixabay )

Por Lilian Coelho

A queda foi generalizada e atingiu praticamente todos os países. Nosso tombo, de  4,1% – é o maior desde o início da série histórica… Em 1990 vivemos algo semelhante, com o confisco da poupança na era Collor. Em 2020, o recuo do Produto Interno Bruto teve um nome: coronavírus.  Com as restrições, o setor de serviços foi o mais afetado e a indústria teve queda acentuada.

Na contramão, a agropecuária teve safras recordes de soja e café e, assim, conseguiu crescer 2%.Especialistas afirmam que o  tombo poderia ter sido maior sem o auxílio emergencial. As projeções divulgadas no ano passado pelo FMI não eram nada animadoras: 9,1%. Já o Banco Mundial projetava mais de 8% de retração. 

Para o economista da Valor Investimentos, Marcus Araújo, “2020 foi mesmo segurado pelo Agronegócio, que teve ano superior a 2019“.  Ele explica: “Poderia ter sido pior se não fosse esse boom de commodities no ambiente externo. O Brasil, exímio exportador, acabou se beneficiando disso“. 

A equipe econômica do Governo Federal comemorou o resultado – porém, de forma ‘conservadora’, em suas palavras. Waldery Rodrigues, secretário do Ministro Paulo Guedes chegou a afirmar que o resultado coloca o Brasil em uma posição ‘bastante satisfatória’ e comparou o resultado com o tombo de 11% da Espanha e 9,9% do Reino Unido.  

Rodrigues disse, durante coletiva virtual, que o resultado foi alcançado graças às medidas adotadas pelo Governo Federal para conter os impactos da pandemia. “Tivemos dotação de R$ 632 bilhões para combater a covid em 2020, dos quais foram pagos R$ 539 bilhões.” 

Rodrigues destacou ainda que o resultado do investimento ficou acima de 16% pela primeira vez nos últimos anos. “Dado que reforça a recuperação da economia brasileira”, afirma.

Segundo especialistas, para 2021, a expectativa é modesta em todo o planeta. Independente do país, um fator será determinante para que a retomada aconteça: a imunização. Para Araújo, “é a capacidade de vacinação que vai trazer o país de volta à normalidade e  trazer a confiança do consumidor e do empresário”. 

Um levantamento feito pelo jornal Folha de SP, com base nos dados do Fundo Monetário Internacional, confirma esta premissa: Mostrou que a capacidade de reação econômica está diretamente ligada à agilidade dos mercados diante da pandemia. 

O PIB caiu menos em países que reagiram rápido e governantes que adotaram medidas de isolamento de forma clara e planejada. Para o economista Roberto Troster,  são necessários ajustes na condução da política econômica e ajustes na política cambial.

Além disso, ressalta Troster, “é fundamental ajustar regras de indexação, uma renegociação estruturada de dívidas e uma modernização do quadro institucional empresarial.” 

2021 já chega com um início desafiador diante da segunda onda de coronavírus. De acordo com Camila Abdelmalack, economista-chefe da Veedha Investimentos, neste primeiro trimestre,  “grandes estados estão entrando em lockdown e isso terá impacto no setor de serviços, que responde a quase 60% do Produto Interno Bruto”. 

É preciso rapidez na imunização, para trazer a sensação de normalidade, que gera confiança ao empresário e traz fôlego ao consumidor. Em resumo, o Brasil precisa de vacina para todos –  pela saúde e economia do país. 

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