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Café pode ter maior preço em mais de 25 anos

O café em grãos já subiu mais de 110% e a tendência é que continue a subir

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Café (Crédito: Canva)

O café, a segunda bebida mais consumida pelos brasileiros, pode chegar a ter o maior preço em mais de 25 anos. Neste ano o café em grãos já subiu mais de 110%, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), e a tendência é que o produto continue a subir em 2022. A alta do preço se conecta a vários fatores.

Danos climáticos, pouca produção e maiores custo de produção com o aumento do dólar, são alguns dos fatores. A falta de chuvas e as geadas no Brasil afetaram quase 589 mil toneladas de café, com foco em São Paulo e Minas Gerais, estados que concentram cerca de 50% da produção do grão. Essa alta não acontece somente no Brasil. Na Colômbia e no Vietnã problemas de produção, também impactam nos preços.

Segundo à CNN, Celírio Inácio, diretor-executivo da Abic, considera ser um cenário raro, de grande especulação em torno dos preços do produto. Inácio, afirma que o café é uma planta que não costuma passar por grandes alterações e altas nos preços e com isso fica mais difícil de acontecer frequentes crises.

Mas, acontece que devido a pouca produção neste ano, e a possibilidade do dólar não baixar, a perspectiva para 2022 não é das melhores. “A safra passada [2019-2020] foi recorde, mas tivemos um aumento do consumo interno com a pandemia e um recorde na exportação. Ela foi em torno de 60 milhões de sacas. Essa safra foi menor, não deve passar de 47 milhões de sacas”, afirma Inácio. Célirio Inácio tem como expectativa, que o mundo “consuma mais café brasileiro” em 2022.

Alguns períodos já foram marcados pela crise do café. Na década de 1930, quando houve uma superprodução do produto e a oferta superou a demanda. Em 1969, devido às mudanças climáticas, aconteceu uma geada que levou à perda de 70% da safra naquele ano.

Nos anos de 1975, 1976 e 1977, no Paraná afetou as safras. E a última crise foi marcada em 1994, quando uma geada atingiu os estados de Paraná e São Paulo, que na época ainda eram os maiores produtores. Atualmente, o maior consumidor mundial de café é o Estados Unidos.

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