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Afilhada de Amy Winehouse lança documentário sobre cantora

Dionne Bromfield considera Amy Winehouse como a sua “irmãzinha mais velha”. A cantora foi a sua mentora e produziu o seu primeiro álbum. A jovem de 25 anos nunca falou dela. Dez anos após a morte de Amy, decidiu fazer isso com um documentário

Afilhada de Amy Winehouse lança documentário sobre cantora
Dionne Bromfield em apresentação no palco durante o MOBO Awards, em 5 de outubro de 2011 em Glasgow, Escócia (Crédito: Gareth Cattermole/Getty Images)

Dionne Bromfield, a afilhada de Amy Winehouse, ainda a chama de “irmãzinha mais velha”. A relação entre ela e a cantora surgiu quando ela tinha 6 anos e a cantora – ainda não famosa – tornou-se amiga de Julie Din, a mãe de Dionne. E em 2009, uma já consagrada Amy promoveu o lançamento do seu primeiro álbum, “Introducing Dionne Bromfield”, com a sua incipiente gravadora, a Lioness. Ela tinha 13 anos e a artista era a sua madrinha musical.

Agora, dez anos após a morte de Amy Winehouse, sua afilhada apresenta um documentário pela MTV onde finalmente relata essa relação. A morte repentina da sua famosa madrinha afetou Dionne Bromfield tanto quanto – ou até mais que – os seus fãs.

Naquele fatídico 23 de julho de 2011, Dionne tinha 15 anos e estava prestes a subir no palco com The Wanted, a sua banda. Esse dia foi um ponto de inflexão na vida de Dionne Bromfield: sua madrinha, sua mentora, estava morta. Amy Winehouse foi quem a ajudou a entrar no mundo da música e, acima de tudo, a explorar a sua habilidade vocal.

Como ela disse em algumas entrevistas, por muito tempo não conseguia nem ouvir as músicas de Amy. Dionne continuou na música, lançou um segundo álbum, fez shows, mas em certo momento ela se distanciou daquele mundo.

Somente no ano passado decidiu postar algo no aniversário da morte da cantora: “Nove anos depois e não passa um dia sem que eu não pense no seu sorriso, humor, riso contagiante, honestidade, lealdade feroz e amor. O que eu daria para ouvir a sua voz mais uma vez… Estou com saudades, irmãzinha mais velha”.

Em 2021, aos 25 anos, aquele duelo parece ter terminado e Dionne Bromfield aceitou transformar a história desse relacionamento em “Amy Winehouse and Me” (Amy Winehouse e Eu).

“Nos últimos meses, tenho trabalhado neste documentário incrivelmente especial e pessoal que mostra o lado carinhoso e protetor da Amy que eu conheci tão bem”, explicou ela na sua conta no Instagram.

Segundo as resenhas de alguns meios de comunicação, “Amy Winehouse and Me” é um documentário que relata com ternura aquela situação particular em que a cantora foi se tornando madrinha de uma Dionne adolescente. Também está incluído um tour pelo Roundhouse, aquele lugar em Camden Town onde Winehouse se apresentou pela última vez. Bromfield esteve presente naquele show; três dias depois, Winehouse morreu.

Dada essa proximidade, Dionne Bromfield oferece um olhar da Amy Winehouse que ela conheceu dentro de casa. Ela lembrou, por exemplo, que antes de decidir produzir o álbum com a sua gravadora, “Amy me dava deveres de casa; ela me dizia: ‘Ouça essa música e a próxima vez que nos vejamos, quero que você me diga três coisas que aprendeu sobre ela, seja a letra, a melodia ou algo sobre os artistas’”.

Além disso, segundo ela, ser uma artista contratada pela Lioness, gravadora da Amy Winehouse, foi a maneira que a cantora encontrou para proteger Dionne do estresse de trabalhar com uma gravadora. Ela está até convencida de que foi também um escudo contra os vícios. Pelo menos é o que sente Bromfield, que garante que “nunca vi Amy bêbada, nunca!”.

Com “Amy Winehouse and Me” acrescenta-se um novo documentário sobre a vida desta cantora que faleceu aos 27 anos e que é considerada uma referência mundial. O de Asif Kapadia – também criador dos de Ayrton Senna e de Maradona – foi o primeiro. O olhar que aquele diretor deu àquele documentário, fez Mitch Winehouse – o pai de Amy – dizer que faria o seu para mostrar que ele não é como Kapadia o retratou. Mas esse projeto ainda não se concretizou. E há também outro feito pela BBC onde Janis, a mãe de Winehouse, é quem faz um percurso pela carreira da filha.

*Por Ernest Ise – Editor-chefe de Diario Perfil.

*Texto publicado originalmente no site Perfil Argentina.

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