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Entenda a polêmica de The Weeknd com a maior premiação da música: “O Grammy continua corrupto”

Em 2020, um dos artistas de maior destaque do ano se manifestou publicamente sobre o boicote recebido no Grammy

The Weeknd
The Weeknd (Crédito: Instagram)

Injustiças em premiações nunca foram novidades na indústria do entretenimento; desde azarões do cinema até em escolhas do público, as artes são alvos de opiniões impopulares e populares quando o assunto é crítica.

Não é diferente com o Grammy, considerada a principal premiação do mundo musical, que já protagonizou diversas escolhas questionáveis.

Artistas lendários como o Queen, Jimi Hendrix e Bob Marley chegaram a ser cotados pela academia ao longo de suas atuações em vida, mas nunca receberam um prêmio, como informamos anteriormente.

Em casos mais recentes, a ex-presidente do conselho da Academia de Gravação, Deborah Dugan, foi demitida pela organização por denunciar corrupção, em março de 2020.

De acordo com o portal G1, ela revelou que Ariana Grande e Ed Sheeran já ficaram de fora na categoria ‘Música do Ano’, após o favorecimento de um outro artista acordado pelo conselho. Desde então, será o primeiro evento realizado sem o direcionamento de Deborah — e já protagoniza uma polêmica ainda maior.

Ausência do Starboy

Contudo, foi no dia 24 de novembro de 2020, que a coisa ficou feia para a premiação. A organização do evento anunciou quem seriam os indicados da 63ª edição do prêmio, que ocorrerá neste domingo, 14. Para a surpresa da crítica especializada, no entanto, a ausência do canadense The Weeknd, que lançou ‘After Hours’ no início do ano passado, chamou a atenção.

Há 50 semanas no ranking da Billboard 200, que registra os discos de maior sucesso comercial nos Estados Unidos, ‘After Hours’ não apenas esteve no topo da lista, como foi responsável por obter sucesso crítico, recebendo a nota 96 de 100 da revista Variety, além de um 90 de 100 do The New York Times, sendo considerado um “contraste de musicalidade com confusões emocionais”.

Mesmo assim, a academia não se apeteceu com as obras; não indicou o canadense em nenhuma das categorias, incluindo individuais, atribuídas ao artista, as de obras, atribuídas aos singles e álbuns, e as de engenharia de som.

Foi suficiente para que internautas pudessem demonstrar insatisfação com a premiação. Em horas, o nome do cantor parou nos assuntos mais comentados mundialmente no Twitter.
Recepção do artista

The Weeknd manifestou publicamente sua decepção com a mesma academia que, em 2016, o premiou com duas estatuetas — Melhor Performance de R&B por “Can’t Feel My Face” e Melhor Álbum Contemporâneo Urbano por “Beauty Behind the Madness”, como informa o site da instituição.

“O Grammy continua corrupto. Vocês devem transparência a mim, meus fãs e à indústria [musical]”, afirmou o artista através de uma publicação no Twitter em novembro de 2020.
Contudo, os possíveis bastidores que revelariam o motivo da briga com o cantor com a premiação foram especulados pelo site TMZ. Com informações repercutidas pelo portal de notícias UOL na época do episódio, o Grammy teria pedido exclusividade durante negociações da apresentação que o astro faria hoje.

O motivo? Bom, o veículo americano especulou que Abel deveria escolher entre a premiação mais notória do mundo da música ou o show de intervalo que faria no Super Bowl. O TMZ explicou que a equipe do artista teria feito de tudo para o astro se apresentar nos dois eventos, contudo, a confirmação do show no evento esportivo parecia não ter agradado tanto a organização do Grammy.

Acontece que a premiação anteriormente aconteceria em fevereiro, com uma semana de intervalo com o SB (também transmitido pela CBS). Assim, a premiação parecia ter medo de ‘performances duplicadas’, segundo o TMZ.

Premiação se manifesta

Entretanto, Abel recebeu uma resposta do evento, que negou através do chefe da Recording Academy, Harvey Mason, Jr., os rumores envolvendo o Super Bowl e ‘surpresa’ pela falta de indicações de Abel.

“Entendemos que The Weeknd está desapontado por não ter sido nomeado,” disse Harvey em resposta repercutida pela Variety. “Fiquei surpreso e consigo sentir empatia com o que ele está sentindo. Sua música este ano foi excelente, e suas contribuições à comunidade musical e ao mundo em geral são dignas da admiração de todos. Ficamos emocionados quando descobrimos que ele se apresentaria no próximo Super Bowl e adoraríamos tê-lo também no palco do Grammy no fim de semana anterior. Infelizmente, a cada ano, há menos indicações do que o número de artistas merecedores. […] Para ser claro, a votação em todas as categorias terminou bem antes de a apresentação do The Weeknd no Super Bowl ser anunciada, então de forma alguma poderia ter afetado o processo de indicação.”

Contudo, bem antes da polêmica que tomou as redes sociais no ano de 2020, Abel havia questionado os obstáculos raciais da premiação durante a divulgação do disco After Hours. O cantor até mesmo mencionou suas submissões em anos anteriores do álbum pop Starboy, que acabou parando apenas nas categorias de hip-hop e R&B.

“O R&B e a música negra são uma variedade muito grande. Se nos colocam para concorrer todos em uma só categoria, continua sendo injusto”, disse o cantor, conforme repercutido pelo portal de notícias UOL.

‘Comitês secretos’

Na última quinta-feira, 11, o cantor soltou uma nota pública explicando que deixará de comparecer ao evento de forma vitalícia, principalmente após as denúncias de “comitês secretos”, como informou a revista Quem. “Não permitirei mais que minha gravadora envie minhas músicas para o Grammy”, escreveu o astro.

O também canadense Justin Bieber se juntou ao conterrâneo no boicote, esclarecendo que não comparecerá ao prêmio após seu álbum “Changes”, classificado e inscrito como um disco de R&B, estar indicado a quatro categorias de pop, como informou o UOL.

*Este texto foi originalmente publicado no site Aventuras na Historia site do grupo Perfil.

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