Fale conosco

O que vc está procurando?

Entretenimento

Lady Gaga: 10 anos do álbum que mudou sua vida e carreira

Born This Way tornou-se o hino de uma nova geração e agora a cantora o celebra com o lançamento de um álbum de aniversário com vários convidados especiais

Lady Gaga 10 anos do álbum que mudou sua vida e carreira
Lady Gaga na estreia do filme "Nasce Uma Estrela" no The Shrine Auditorium em 24 de setembro de 2018 em Los Angeles, Califórnia (Crédito: Getty Images)

Stefani Joanne Angelina Germanotta, mais conhecida como Lady Gaga, depois de um longo caminho para convencer a indústria do seu talento avassalador e graças à bênção do cantor Akon, lançou The Fame, seu primeiro álbum, em 2008, e agora o seu segundo álbum completa 10 anos.

Faixas como “Just Dance” e “Poker Face” chocaram o mundo inteiro, a tal ponto que sete meses depois ela acabou lançando The Fame Monster, um EP com nove músicas novas, como “Bad Romance” e “Telephone” (com Beyoncé, que por sua vez já agitava o seu álbum duplo “I Am… Sasha Fierce”).

Uma nova rainha global

Se ela realmente queria fama, a artista norte-americana a havia conquistado. Em 2010, porém, ela já estava cozinhando material novo, com novos produtores, e em entrevista ao britânico The Guardian anunciou que seria “um hino para a nossa geração”. Em setembro, ela não conseguiu conter as lágrimas no MTV Video Music Awards (com um vestido de carne) quando recebeu o prêmio de vídeo do ano (por, obviamente, “Bad Romance”) e disse:

“Prometo dar a vocês o melhor álbum da década, só para vocês. Born This Way é sobre o que nos mantém acordados e nos assusta”, ela expressou e até cantou seu refrão: “Eu sou bonita do meu jeito/ Porque Deus não comete erros/ Eu estou no caminho certo/ Eu nasci assim”.

O segundo álbum de Lady Gaga vazou na Internet antes do seu lançamento oficial, mas foi rapidamente removido do mundo virtual. O 23 de maio de 2011 foi o grande dia, e saiu em suas respectivas edições: standard e especial.

14 músicas foram o resultado total e a arte da capa apresenta a compositora com o corpo de uma moto e seu rosto rugindo. Apesar de ter uma capa para o esquecimento, o que importava era o conteúdo.

Tudo começa com “Marry The Night”, de 4 minutos e 24 segundos, que tem um vídeo de 13:50, onde uma Gaga internada em uma clínica psiquiátrica, submersa em um ataque de choro, diz:

“Eu vou conseguir. Eu vou ser uma estrela, você sabe por quê? Porque não tenho nada a perder”. Foi assim que a produtora disse adeus a Hollywood e alô à sua amada Nova York, criando uma perfeita canção dance pop inspirada na falecido e amada Whitney Houston, e recriada em seu décimo aniversário por Kylie Minogue.

“Born This Way” definitivamente se encaixa no Mês do Orgulho e da Diversidade. Inspirado e escrito após a morte do estilista inglês Alexander McQueen, foi o primeiro single internacional do álbum. Com influências extremas de Madonna (Lady Gaga não nega), ela teve o prazer de apresentá-la nos prêmios Grammy. Em suma, o que ela quis transmitir é que podemos nos dar ao luxo de nascer inúmeras vezes, quantas vezes forem necessárias, para chegar à nossa melhor versão.

Os lucros desta música são destinados à caridade e seu videoclipe de 7 minutos e 19 segundos merece ser visto. Além disso, serviu de inspiração para um episódio da segunda temporada de Glee, Alvin and the Chipmunks 3 e até mesmo no MDNA Tour (2012) da mesmíssima rainha do pop. O músico country Orville Peck traz uma versão ímpar desse clássico.

“Judas” é a música com menos sucesso comercial, se comparada às outras, mas com grande aproveitamento visual, sem falhas. A dançarina e atriz interpretou Maria Madalena, que acaba apedrejada até a morte por ter traído Jesus com, justamente, Judas. Sua reedição é feita pela rapper de Nova Orleans, Big Freedia, que lhe dá o frescor de que precisava.

“You and I” tem como guitarrista Brian May (Queen). Absolutamente influenciada pela banda britânica, Gaga se atreveu a usar o sample de “We Will Rock You”. Essa música roqueira, com toques de country, foi dedicada ao seu ex-namorado Luc Carl: “Eu não teria feito tanto sucesso sem ele. Nunca amei ninguém como ele. Essa relação realmente me marcou”. O ator e cantor Ben Platt foi o encarregado de tornar a nova versão mais emocionante.

“The Edge Of Glory” foi escrita após a morte do avô do ativista. A música traz como saxofonista Clarence Clemons (Bruce Springsteen E Street Band), que também deixou a sua magia em “Hair” (faixa número 6 do álbum).

Clemons deu a sua última apresentação ao vivo com Lady Gaga, já que faleceu em 18 de junho de 2011, mas antes de morrer ele disse: “Me surpreende que me paguem por isto, eu teria feito de graça. Ela não tem limites… é um dia que nunca vou esquecer”. Seu vídeo é o mais simples e natural de todos, ela usa Versace, com Clarence tocando seu sax no fundo, e uma Nova York cor de rosa comove de todas as formas. Os britânicos Years & Years lhe brindam brilho e ternura.

Relançamento de aniversário

O álbum merecia uma nova edição e Born This Way The Tenth Anniversary mais do que entrega: todas as seis versões das canções do álbum foram executadas por membros ou aliados da comunidade LGBTQIA+.

Cabe destacar que este álbum é o primeiro da cantora a ter o aniversário comemorado. Também deve ser lembrado que a turnê “The Born This Way Ball” (a sua terceira turnê) trouxe Gaga para a América do Sul pela primeira e até agora única vez.

Infelizmente, em fevereiro de 2013, a compositora teve que passar por uma cirurgia no quadril por uma distensão muscular e cancelou os 21 shows restantes em sua turnê. Apesar de um final fracassado que poderia ter sido histórico, deixou milhões de momentos inesquecíveis para seus fãs ao redor do mundo.

Lady Gaga acabou tendo seu próprio episódio nos Simpsons, “Lisa Goes Gaga”, no qual a lição é justamente o objetivo da sua música: “ser você mesmo é melhor do que ser como qualquer outra pessoa”.

*Por Sara Fernandez.

*Texto publicado originalmente no site Marie Claire, da PERFIL Argentina.

Mais em Perfil

Últimas Notícias