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O lucro resultado da marca “Messi”

Um exército de pessoas trabalha com contratos temporários para vender as camisetas de Messi, fabricadas na Tailândia. O clube tem um novo patrocinador e Fan Tokens como moeda de pagamento. Um negócio que não para

O lucro resultado da marca Messi
Lionel Messi posa com sua camisa ao lado do presidente Nasser Al Khelaifi e Leonardo, dirigente do clube, após a coletiva de imprensa do Paris Saint-Germain em Paris, França (Crédito: Sebastien Muylaert/Getty Images)

As milhares de camisetas que o time Paris Saint-Germain vende todos os dias e o lucro com a chegada de Lionel Messi, aceleraram a produção em um país que não está no radar da mídia nem dos fãs, mas é a chave dessa história: a Tailândia. É o lado B da camisa número 30 que está dando a volta ao mundo.

Nesses armazéns tailandeses exibidos em documentários, com dezenas de milhares de funcionários sentados em megafábricas, são costuradas as camisas que, esta semana, a Nike (Jordan Brand) e o clube parisiense não pararam de comercializar.

Nunca antes tantas camisas foram vendidas. A tal ponto que naquele primeiro dia de vendas, a principal loja oficial do clube teve que atrasar o seu horário de abertura para treinar um exército de vendedores que chegavam para reforçar o atendimento e estampar o número e o sobrenome do rosarino nos números.

A camisa com o 30 varia entre os US$ 112 (versão stadium) e os US$ 188 dólares (versão match, que é a usada pelos jogadores). Dois dias depois, vários meios de comunicação e jornalistas anunciaram que um milhão de camisetas já haviam sido vendidas. Mas, o Le Figaro, um dos meios de comunicação tradicionais da França, negou: afirmou que se tratava de uma notícia falsa corroborada pelo mesmo clube.

No frenesi da chegada de Messi, não há números oficiais de vendas e lucros: o que sim sabem – no PSG e em todos lados – é que há longas filas para comprar, que a equipe de atendimento está sobrecarregada e que provavelmente hoje, sábado, a demanda vai aumentar. O PSG enfrenta o Racing Strasbourg pela Ligue 1, o novo torneio fetiche do futebol mundial.

Contratos

Ao contrário de Messi, o pessoal que vende a sua camisa não sabe quanto tempo vai trabalhar para o PSG: os jovens que chegaram para reforçar o serviço têm um contrato temporário que será renovado de acordo com a procura. Por enquanto, sobra trabalho.

“É incomparável com o caso do Neymar de alguns anos atrás”, disse Nicolás, um dos vendedores, à prestigiosa revista francesa So Foot. Mas aí o trabalho não sobra só ali: em cada área do clube as tarefas ganharam outra dimensão.

Messi multiplicou lucros, mas também esforços: o valor de mercado do clube cresceu 200 milhões de dólares desde o anúncio, algo que continuará caso o rosarino, Neymar e Mbappé consigam tudo o que se espera.

Embora não tenha havido anúncio oficial do clube, na França divulgou-se que o contrato de Leo com o PSG, por duas temporadas e com possibilidade de uma terceira, ronda os US$ 41 milhões por ano. A moeda de cobrança, porém, faz parte desse grande show/negócio construído em torno do argentino: Messi receberá parte de seu salário em Fan Tokens, a moeda virtual que o PSG lançou em 2018 e que nos últimos dias subiu e desceu sua cotação.

Quase como a definição das eras no mundo ocidental, existe um antes e um depois de Messi no Paris Saint-Germain. O clube parisiense tinha 19,8 milhões de seguidores no Instagram há uma semana; agora aumentou para quase 48 milhões.

A chegada de novos patrocinadores é outro aspecto derivado da contratação do craque argentino: o PSG fechou ontem um acordo com a casa de apostas online Playbetr, que será sua associada na América Latina por um período de três anos.

A Playbetr utilizará o sistema Digital Overlay® do Parque dos Príncipes, com o qual poderá localizar geograficamente as telas de LED para segmentar a publicidade de acordo com a região onde o jogo está sendo assistido. Dessa forma, se o PSG for assistido da Argentina ou do Brasil, a publicidade em torno do campo será diferente do que se vê no estádio, na França, e também do que se vê no Japão ou na China.

Se havia quem pensasse que o futebol-negócio-entretenimento não podia expandir ainda mais as suas fronteiras, a chegada de Messi ao PSG mostra que sim: que talvez, como nunca antes, o clube parisiense dos petrodólares catarenses consiga concentrar tudo o que nos afasta e tudo o que nos aproxima deste esporte.

*Por Agustín Colombo – Jornalista

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Perfil Brasil.

*Texto publicado originalmente no site Perfil Argentina.

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