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Chamado de assassino, Putin rebate declaração de Biden: “É preciso ser um para reconhecer o outro”

“Eles pensam que somos iguais a eles, mas temos um código genético, cultural e moral diferente e sabemos defender os nossos próprios interesses”, disse o presidente russo

Vladimir Putin
Vladimir Putin (Crédito: Getty Images)

A troca de acusações entre os presidentes Joe Biden (Estados Unidos) e Vladimir Putin (Rússia), ganhou mais um capítulo na manhã desta quinta-feira, 18. Tudo começou ontem, 17, a partir de uma declaração de Biden, que disse ‘sim’ ao ser questionado se o governante russo era um assassino.

Em pronunciamento transmitido pela televisão russa hoje, Putin ironizou a acusação e disse que “sempre observamos nos outros nossas próprias qualidades e pensamos que eles são iguais a nós”, afirmando que deseja “boa saúde” ao líder norte-americano.

“Lembro-me de minha infância, quando discutíamos no quintal, costumávamos dizer: é preciso ser um para reconhecer o outro. E isso não é uma coincidência, não é apenas um ditado ou uma piada de criança”, completou.

Apesar do aparente desalinhamento, o mandatário russo disse que está disposto a trabalhar junto com os americanos, porém, em áreas de seus interesses e em condições consideradas benéficas pelo Kremlin. “E eles terão que levar isso em consideração”, pontuou.

“Eles pensam que somos iguais a eles, mas temos um código genético, cultural e moral diferente e sabemos defender os nossos próprios interesses”, concluiu Vladimir Putin.

As fortes declarações de Biden

As eleições presidenciais dos EUA de 2020 ainda estão gerando polêmicas, mesmo após a vitória incontestável de Biden, ex-vice-presidente de Barack Obama.

Durante uma entrevista à ABC News, transmitida na manhã desta quarta-feira, 17, o governante americano Joe Biden afirmou que Vladimir Putin não sairá imune após todos os esforços em manter Donald Trump na liderança dos Estados Unidos na última eleição.
O líder que iniciou o mandato em janeiro deste ano disse: “Ele pagará um preço”.

E acrescentou ainda: “Você verá em breve”. Há tempos, acusações de manipulações e fraudes vêm à tona envolvendo o nome de Trump e Putin.

Desde 2016, quando Hillary Clinton disputava o cargo, que a Rússia se encontrava em uma posição delicada. Supostamente, o governo de Putin teria ajudado a criar fake news que colocariam o republicano em vantagem. Apesar de ter conseguido se eleger em meio ao caos em primeiro momento, na reeleição, Trump fracassou.

*Texto publicado originalmente no site Aventuras na História, da Editora Perfil.

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