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Dono de campo esmagou 140 ninhos de pinguins e eletrocutou espécimes adultos

O Ministério do Turismo denunciou um homem que mora nas terras vizinhas e que agora seria autuado pela Lei de Abuso de Animais. Ataques foram realizados no local

Dono de campo esmagou 140 ninhos de pinguins e eletrocutou espécimes adultos
(Crédito: Dan Kitwood/Getty Images)

No meio de uma expedição ocular, guardas da vida selvagem descobriram que uma pessoa, dono do campo, havia feito um caminho com uma máquina sem autorização, que cobriu 140 ninhos de pinguins de Magalhães. Ele também instalou uma cerca elétrica que matou espécimes adultos, como pode ser visto no vídeo. Após a descoberta, o Ministério do Turismo de Chubut, na Argentina, denunciou o proprietário de um terreno próximo à Reserva Natural Punta Tombo.

Em diálogo com a mídia da ADNSUR, a promotora Florencia Gómez indicou: “Uma pessoa fez um caminho sem autorização, que ia do campo ao litoral com uma máquina alta, enterrando todos os ninhos de pintinhos de pinguim, em uma área de alta. Devido a esta ação, mais de 140 ninhos de pinguins que habitam a reserva foram enterrados. O recinto foi eletrificado, o que fez com que muitos dos pinguins adultos morressem eletrocutados.”

Na Argentina, o assunto repercutiu nas redes sociais e em portais de notícias.

“Ultrajante: residente de uma reserva natural esmagou centenas de pinguins com uma escavadeira. O incidente ocorreu em Punta Tombo, garantem que o dano é irreparável.”

Ataque após o massacre dos pinguins

O procurador afirmou que os guardas da fauna silvestre do local, que descobriram o acontecido, vão participar nas batidas que a polícia realizou nesta terça-feira (30). O mesmo acontecerá com membros do Ministério do Turismo, biólogos e membros do CINPAT.

Florencia Gómez esclareceu que “vão levantar todas as espécies mortas para análise posterior. Uma vez que vai ser feito um recrutamento para se ter uma noção real do impacto que esta mortalidade de pinguins gerou”.

O dono do campo que cobriu os ninhos de pinguins poderá ser autuado pela Lei de Abuso de Animais e, segundo o promotor, ainda está avaliando se será indiciado por outros crimes, mas o mais importante neste momento é ficar atento à magnitude do impacto causado pelo homem que pode ter feito para ter “acesso direto à costa”: “Para isso teria que ter uma autorização prévia e um estudo para analisar o impacto ambiental, que é o que se gerou: danos irreparáveis”.

MM cp

*Texto publicado originalmente no site Perfil Argentina.

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