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Itália concede primeira autorização para suicídio assistido

Um homem tetraplégico pediu às autoridades que aprovassem seu suicídio assistido

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Crédito: Canva

A Itália concedeu sua primeira autorização para suicídio assistido de um homem do país. Um tetraplégico, conhecido como Mario pelos ativistas, está impossibilitado de se mover há 10 anos e pediu para às autoridades de saúde locais que aprovassem seu suicídio assistido. O comitê de ética na região central italiana de Marche deu o aval, e disseram sobre esse direito.

O direito de morrer é por muitos anos uma questão de controversa na Itália, visto que a Igreja Católica que tem fortes influências, discorda totalmente com essa aprovação. Para Igreja, o suicídio assistido, foge da inclinação natural do ser humano a conservar e perpetuar a própria vida. Fere o direito à vida e rompe com a comunhão das pessoas amadas para com a família e sociedade.

O painel de Marche disse que a condição de Mario atendia aos requisitos estabelecidos pelo tribunal constitucional de 2019, que inclui uma patologia crônica e irreversível que causa sofrimento, no qual a pessoa considera intolerável. O comitê que tem o poder de aprovar ou desaprovar disse que Mario tem informações e é livre para tomar sua decisões.

De acordo com à CNN, Mario disse para o grupo ativista, Associazione Luca Coscioni, em relação ao direito de morrer que se sente melhor. “Me sinto mais leve, me aliviei de toda a tensão que acumulei ao longo dos anos”. Ainda segundo à CNN, a advogada Filomena Gallo, defesa de Mario, afirma “É muito lamentável que tenha demorado tanto, mas finalmente, pela primeira vez na Itália, um comitê de ética confirmou a existência de condições para o suicídio assistido de um doente”.

No suicídio assistido é obrigatório que a pessoa tenha capacidade mental para à decisão e que expresse suas vontades. Esse suicídio é realizado com a ajuda de outra pessoa, podendo até ser chamado de “suicídio medicamente assistido”, que de forma intencional médicos, disponibilizam informações sobre doses de fármacos. Geralmente é necessário que a pessoa esteja em um estado terminal.

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