Otan alerta sobre possíveis armas químicas e diz que 40 mil soldados estão na fronteira

Jens Stoltenberg, secretário-geral da Otan, disse que a aliança vai continuar enviando armas e mantimentos para o povo ucraniano

Otan alerta sobre possíveis armas químicas e diz que 40 mil soldados estão na fronteira
No domingo (13), a Rússia bombardeou Yavoriv, a 25 quilômetros da Polônia, país membro da Otan (Créditos: NATO handout via Getty Images)

Enquanto a Rússia continua com os ataques na Ucrânia, o secretário-geral Jens Stoltenberg, da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), disse nesta terça-feira (15) que a aliança vai continuar enviando armas e mantimentos para o povo ucraniano. Ele disse também que existem 40 mil militares na fronteira com a Ucrânia. No domingo (13), a Rússia bombardeou Yavoriv, a 25 quilômetros da Polônia, país membro da Otan.

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Stoltenberg disse que está preocupado que a Rússia utilize armas químicas na Ucrânia em uma operação de “bandeira falsa” (ataque seguido de desinformação sobre os autores). Ele disse ainda que a China “deveria se unir ao mundo e condenar a Rússia”. De acordo como o secretário-geral, a guerra foi provocada por causa do presidente russo Vladimir Putin e ele poderia “encerrá-la agora”.

Um prédio de apartamentos de 16 andares no distrito de Sviatoshynskyi, em Kiev, foi danificado. Pelo menos quatro pessoas foram encontradas mortas. Outros três prédios sofreram danos em Kiev. As áreas de residências no leste, norte e oeste do centro da cidade foram atingidas por ataques russos, com uma hora de intervalo. Um toque de recolher será colocado na capital da Ucrânia a partir das 20 horas desta terça-feira (15) até as 7 horas na quinta-feira (horário local).

Nesta terça também, delegações da Ucrânia e Rússia voltaram a negociar por videoconferência, após uma “pausa técnica”. Sobre as conversas, um dos principais negociadores da Ucrânia, Mykhailo Podoliak, disse que o encontro aborda “assuntos de regulamentação geral, cessar-fogo e retirada de tropas do território”. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou as conversas como “difíceis”.

A Rússia quer que a Ucrânia mude sua Constituição para resguardar neutralidade (fora da Otan), além de considerar Crimeia como território russo e reconhecer as repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk como territórios independentes.

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“O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, expressou sua preocupação com a posição de que a Rússia pudesse orquestrar uma operação que incluísse o uso de armas na Ucrânia.”

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