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Consumir colágeno evita o envelhecimento da pele?

Dermatologista afirma que suplementação oral é benéfica para repor perda da proteína e melhorar o aspecto da pele

Consumir colágeno evita o envelhecimento da pele
(Crédito: Pixabay)

Uma das proteínas da pele que mais geram curiosidade nas pessoas é o colágeno, principalmente pela dúvida se o consumo evita o envelhecimento da pele. Ele é o responsável pela sustentação dela, e ao longo dos anos, a pele gasta cada vez mais colágeno para manter sua estrutura, ao mesmo tempo que a produção dessa substância vai diminuindo. É quando começam a aparecer as famosas rugas, linhas de expressão e flacidez conforme a idade avança.

Atualmente, há várias opções de reposição de colágeno, desde os procedimentos estéticos à suplementação oral da proteína. Mesmo existindo questionamentos sobre a real eficácia dessas alternativas, a dermatologista Karla Lessa afirma que vale a pena apostar em novas formas de garantir a quantidade adequada da substância no organismo.

“Muita gente me pergunta se tomar colágeno é positivo. É sim importante repor a proteína de outras maneiras, já que, a partir de certa fase da vida, passa a existir essa deficiência de colágeno no corpo”, explica a profissional. 

Estudos mostram que, a partir dos 30 anos, perdemos cerca de 1 a 5% de colágeno ao ano. A partir dos 40 anos, a produção cai 25%. Com 50 anos, diminui dramaticamente para 35%. Por conta dessa perda tão acentuada, investir na suplementação da substância se torna necessário.

“Como médica, eu recomendo a suplementação de colágeno a partir dos 30 anos e considero essencial após os 50. Não é barato, mas vale o investimento”, destaca.

O colágeno é uma proteína grande que, se não fosse quebrada ou hidrolisada, nosso corpo não conseguiria absorver. Ela se organiza em fibras na derme e seu papel é manter o tônus, a firmeza, e a resistência da pele, prevenindo o envelhecimento precoce.

A especialista defende o consumo da suplementação oral, principalmente aliado a procedimentos que estimulam a produção de colágeno local, como a aplicação de bioestimuladores. 

O colágeno hidrolisado, quando ingerido por meio de cápsulas, se direciona às regiões do organismo que precisam da reposição, como a própria pele e os músculos e articulações. Melhorando o tratamento e reforçando a estrutura da derme.

Riscos na perda de colágeno

A perda de colágeno pode ser intensificada por alguns hábitos além da idade da pessoa. Alguns deles são o sedentarismo, o tabagismo e o uso de álcool. A substância que é importante para as cartilagens do nosso corpo podem acarretar inclusive doenças pelo desgaste, como a osteoartrite, que pode causar perda de mobilidade, inchaço e dor nas articulações.

“Há pessoas que podem ter menos colágeno por ingerirem poucas fontes de proteínas, pela exposição excessiva a radiação solar, poluição e o estresse. Uma boa noite de sono, a hidratação correta e a alimentação saudável com frutas e verduras auxiliam no estímulo dessa proteína”, acrescenta.

“Do mesmo modo, alimentos ricos em açúcares causam glicação, que é um grande fator de envelhecimento cutâneo e acelera a sua degradação da pele”, alerta.

A dermatologista ressalta que cada pessoa tem uma quantidade específica de colágeno. A genética ajuda, mas os hábitos de vida são determinantes no nível de produção e gasto da proteína. Quem mantém uma rotina saudável costuma ter mais estoque de colágeno no organismo. Ela ressalta que a suplementação deve ser acompanhada por um profissional de saúde qualificado.