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Elon Musk tem Síndrome de Asperger. Você a conhece?

CEO da Tesla contou no último sábado que é portador da Síndrome de Asperger. O neurocientista Fabiano de Abreu explicou o que a ciência sabe sobre ela

Elon Musk tem Síndrome de Asperger. Você a conhece
Elon Musk (Crédito: Pascal Le Segretain/Getty Images)


Quem assistiu ao programa Saturday Night Live no último sábado (8), teve uma surpresa quando durante programa, um dos donos da Tesla e segundo homem mais rico do mundo, Elon Musk, revelou ser portador da Síndrome de Asperger. O empresário não é a única pessoa em posição de destaque mundial que teve este diagnóstico. Exemplo disso é a ativista sueca Greta Thunberg, de 18 anos, e a cantora Lisa Cimorelli, integrante do grupo que leva este sobrenome.

O PhD, neurocientista com profundos conhecimentos neste assunto, Fabiano de Abreu, em entrevista na Capricho, define a Síndrome de Asperger como “uma perturbação do comportamento com uma base genética que se enquadra nas perturbações do espectro do autismo.

O neurocientista conta que “algumas pessoas com Asperger preferem dizer que são autistas ou se enquadram no espectro autista”.

Porém, Abreu lembra que estas pessoas podem apresentar diversos tipos de inteligências, “mas falham na cognição, que é também uma inteligência. Por isso, deve-se ter todo cuidado educacional e no desenvolvimento cognitivo para que possam se enquadrar melhor na sociedade e contribuir com ela”.

Outro detalhe sobre esta síndrome, destaca o neurocientista, é que seus portadores podem enfrentar dificuldades de interagir com outras pessoas. “Eles apresentam quadros de isolamento social, mas não tão intensos quanto os autistas. Além disso, eles podem ter dificuldades na fala, mas seguramente será algo bem mais leve do que aquelas que os autistas têm em seus diagnósticos”.

Mesmo assim, as principais causas desta síndrome ainda estão sendo estudadas pela ciência. O que se sabe até o momento, ressalta Fabiano, é que os transtornos autistas têm relação com fatores genéticos: “Isso quer dizer que aqueles que possuem parentes próximos com alguns transtornos deste porte apresentam mais chances de também serem diagnosticados com isso”.

Elon Musk, Greta e tantos outros que são portadores desta síndrome podem carregar alguns sintomas em comum. Exemplo disso é que o neurocientista conta que em comum, tais pessoas “podem ter dificuldade de empatia e na interação social, problemas na comunicação e no discurso, além de interpretarem literalmente a linguagem, terem comportamentos repetitivos ou rotineiros, além de descoordenação motora e hipersensibilidade a estímulos sensoriais”, salienta.

Apesar de tudo isso, Fabiano reforça que existem tratamentos, e por isso a pessoa pode até melhorar sua qualidade de vida: “Com isso, quem tem essa síndrome pode se conhecer melhor e encontrar a melhor forma de se cuidar. Aliás, quanto mais cedo essa condição for descoberta, mais êxito terá o tratamento da pessoa”, finaliza.