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Sinovac trabalha em adaptação da Coronavac para variante Ômicron

A previsão da farmacêutica chinesa é que a pesquisa seja concluída dentro de três meses

Sinovac trabalha em adaptação da Coronavac para variante Ômicron
O anúncio foi feito hoje durante o CoronaVac Symposium, realizado pelo Butantan e pela farmacêutica. O evento online começou hoje e vai até quinta (9) (Créditos: Miva Filho/SES)

A farmacêutica chinesa Sinovac anunciou hoje que trabalha na adaptação da CoronaVac, desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan, para combater a nova variante Ômicron do coronavírus

O anúncio foi feito hoje durante o CoronaVac Symposium, realizado pelo Butantan e pela farmacêutica. O evento online começou hoje e vai até quinta (9). A previsão é que a pesquisa seja concluída dentro de três meses. 

De acordo com Yaling Hu, vice-presidente da Sinovac, em primeiro lugar tem que isolar a nova variante do vírus e fazer teste de anticorpos neutralizantes. Após isso, serão feitas avaliações e estudos clínicos em diferentes idades.

Variante Ômicron

A nova variante do coronavírus, a ômicron, teve seu primeiro caso registrado na África do Sul, até agora ela já foi identificada em pelo menos 40 países, o que fez com que algumas nações colocassem restrições.

Com a confirmação de dois casos pelo Instituto Adolfo Lutz, o Brasil entrou na lista nesta terça-feira (30). Na quarta-feira (1), o terceiro caso foi confirmado no país.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) classificou a nova variante como “preocupante”. Ela tem uma proteína de espigão diferente daquela do coronavírus original, na qual se baseiam as vacinas contra covid-19. Isso aumenta a preocupação de que a B.1.1.529 possa “escapar” da proteção dos imunizantes.

No domingo, Anthony Fauci, principal assessor do governo dos Estados Unidos sobre a pandemia, disse que os primeiros indícios sobre a gravidade da Ômicron são “um tanto encorajadores”, embora alertou sobre falta de informações.

À CNN Fauci disse que, “embora seja muito cedo para fazer afirmações definitivas, até agora não parece que haja um grande grau de gravidade”.

Os testes que são feitos no laboratório tentam determinar se a Ômicron, variante do coronavírus, com várias mutações, é mais transmissível do que as outras ou não, se resiste às vacinas e infecções ou gera sintomas piores e mais graves. Nas próximas semanas se espera o resultado.

Outras empresas farmacêuticas, como a Pfizer e a Moderna, já iniciaram os trabalhos para adaptar suas vacinas à nova variante, caso necessário.

“Palestrante: Yaling Hu (Sinovac, China)CORONAVAC: DA PESQUISA BÁSICA AO DESENVOLVIMENTO DE VACINAS”

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