presente ao governo

Caso das joias: Defesa de Bolsonaro protocola pedido de acesso ao inquérito

Advogados querem acessar o relatório da PF que pede o indiciamento do ex-presidente e de mais 11 pessoas acusadas

A defesa de Bolsonaro formalizou um pedido de acesso ao inquérito que o envolve em questões que incluem apropriação e venda de joias sauditas.
o ex-presidente Jair Bolsonaro – Crédito: Alan Santos/PR/Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) formalizou um pedido de acesso ao inquérito que o envolve juntamente com mais onze indivíduos, em questões que incluem apropriação e venda de joias sauditas que haviam sido presenteadas ao governo do Brasil e, posteriormente, negociadas nos Estados Unidos.

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O pedido veio a público nesta sexta-feira (5), conforme anúncio feito pelos advogados de Bolsonaro. O inquérito encontra-se no Supremo Tribunal Federal (STF) e aguarda decisão do ministro Alexandre de Moraes, responsável por determinar o acesso aos autos do processo, que engloba acusações como associação criminosa e lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos.

Além de Jair Bolsonaro, estão envolvidos nas acusações Bento Albuquerque, José Roberto Bueno Júnior, Julio Cesar Vieira Gomes, Marcelo da Silva Vieira, Marcos André dos Santos Soeiro, Mauro Cesar Barbosa Cid, Fabio Wajngarten, Frederick Wassef, Marcelo Costa Câmara, Mauro Cesar Lourena Cid e Osmar Crivelatti. Todos negam as acusações.

Como prosseguirão as investigações sobre o inquérito das joias?

A finalização do inquérito foi marcada com a expectativa da entrega dos documentos ao ministro Alexandre de Moraes. A tarefa cabível agora à Procuradoria-Geral da República (PGR) é a de revisar e se pronunciar sobre o material que envolve uma operação de escalabilidade internacional, incluindo a negociação de joias sauditas nos Estados Unidos.

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Uma equipe da Polícia Federal brasileira viajou aos Estados Unidos por duas semanas e retornou com as provas necessárias para concluir o inquérito sobre o caso das joias. A operação contou com cooperação internacional do FBI.

Durante sua estadia em quatro cidades americanas, os agentes coletaram diversas evidências, incluindo imagens de câmeras de segurança de lojas onde ocorreram transações envolvendo relógios.

Além disso, a PF procurou informações relacionadas à “operação resgate”, nome dado à iniciativa para recomprar um relógio que havia sido vendido após uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU). Documentos como anotações, notas fiscais e fotografias foram apreendidos com autorização das autoridades americanas.

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As defesas dos acusados mantêm a postura de negação das acusações e aguardam mais informações para que possam dar seguimento às responsabilidades legais do caso.

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