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Quem é Bruno Reis, prefeito que é alvo de pedido de prisão do PT por frota de ônibus em Salvador

Ação da Federação Brasil da Esperança aponta redução do transporte coletivo na capital baiana durante as eleições presidenciais; prefeitura alega problemas operacionais

Quem é Bruno Reis, prefeito que é alvo de pedido de prisão do PT por frota de ônibus em Salvador
Quem é Bruno Reis, prefeito que é alvo de pedido de prisão do PT por frota de ônibus em Salvador – Reprodução / Redes Sociais

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), tornou-se alvo de uma representação com pedido de sanções severas apresentada pela Federação Brasil da Esperança — formada por PT, PCdoB e PV — à Justiça Eleitoral. A coligação acusa a gestão municipal de prejudicar a circulação do transporte coletivo de Salvador no dia da votação do segundo turno, dificultando a locomoção de eleitores até as seções eleitorais. O partido sustentou que a retenção dos veículos nas garagens elevaria a abstenção, impactando diretamente o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).

 

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A trajetória política e o alinhamento partidário de Bruno Reis

Reeleito em 2024 no primeiro turno com 78,67% dos votos válidos, Bruno Reis ingressou no comando da Prefeitura de Salvador em 2020 como sucessor direto de ACM Neto (União Brasil), com quem mantém aliança e alinhamento político histórico desde o início dos anos 2000.

Na disputa presidencial de 2026, o gestor soteropolitano declarou apoio público à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), tendo inclusive votado no segundo turno trajando trajes em verde e amarelo e ostentando adesivos do candidato. O episódio do transporte reforçou a polarização entre a administração municipal e o grupo político do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia.

Os desdobramentos judiciais e as determinações para o transporte coletivo de Salvador

A ação protocolada no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) exige a aplicação de multa de R$ 1 milhão por hora contra o prefeito Bruno Reis, o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e os proprietários das concessionárias de transporte. A petição fundamentou-se em dispositivos do Código Eleitoral e do Código de Processo Penal por suposta prática de crimes eleitorais.

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Diante das denúncias de paradas irregulares nas garagens, a Justiça Eleitoral determinou a colocação imediata da frota em capacidade integral, equivalente aos dias úteis e com passe livre aos cidadãos.

Em resposta aos questionamentos, o prefeito Bruno Reis negou qualquer intenção de boicote eleitoral e atribuiu os atrasos no início da manhã a contratempos operacionais e manifestações pontuais nas saídas das garagens. A Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) reiterou que a operação foi normalizada para assegurar o deslocamento dos votantes em todas as regiões da capital baiana.

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