O mais recente boletim da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) revelou um aumento preocupante nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) causados por rinovírus entre crianças e adolescentes nos estados do Rio de Janeiro, Bahia, Ceará e Maranhão. Este aumento é um alerta significativo, já que epidemias de doenças respiratórias costumam ter um impacto considerável em sistemas de saúde, especialmente entre os mais jovens.
Embora a incidência de Srag por Covid-19 mostre tendência de queda na maioria dos estados brasileiros, o Rio de Janeiro se destaca com um crescimento contínuo após um período de redução. Isso sugere a necessidade de vigilância constante e medidas preventivas eficazes para conter a disseminação desses vírus respiratórios potencialmente perigosos.
Além dos casos em alta por rinovírus, o boletim da Fiocruz destacou que 11 das 27 unidades federativas do Brasil indicam um crescimento nos casos de rinovírus nas últimas seis semanas. Esses estados incluem: Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí e Rio de Janeiro. As capitais das regiões também não estão imunes, com dez delas registrando aumento significativo, sendo Goiânia, Macapá, Manaus, Salvador, São Luís, São Paulo, Rio de Janeiro, Teresina e Vitória.
Divulgado nesta quinta-feira (7/11), o novo Boletim InfoGripe @fiocruz indica aumento de casos graves por rinovírus em crianças e adolescentes https://t.co/ZmQomVwqGI pic.twitter.com/WVS2fAKoxP
— Agência Fiocruz (@agencia_fiocruz) November 7, 2024
Outras infecções respiratórias além do rinovírus
Além do rinovírus, o boletim também assinalou um leve crescimento nos casos de Srag causados por influenza B, particularmente na faixa etária de 14 a 49 anos. Embora, por enquanto, o aumento não tenha levado a grandes impactos nas hospitalizações, a vigilância é essencial para prever e controlar possíveis picos em infecções graves. Estar atento aos sinais e à propagação de infecções respiratórias nos ajudará a manter a saúde pública sob controle.
As infecções respiratórias, como as causadas por rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR), são comuns e principalmente afetam crianças pequenas com condições como bronquiolite e pneumonia. Outros agentes importantes incluem o vírus da Influenza A, conhecido por sua rápida mutação, e o coronavírus causador da Covid-19. Ambos são altamente contagiosos e requerem estratégias de prevenção robustas, como vacinação, uso de máscaras e higienização frequente das mãos.
Manter boas práticas de etiqueta respiratória é igualmente crucial para limitar a transmissão desses vírus. Isso implica cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar e evitar aglomerações, especialmente em períodos de surto. Tais medidas são amplamente reconhecidas pela ciência como eficazes na contenção de infecções respiratórias, protegendo não apenas os indivíduos, mas também a comunidade em geral. Os dados do boletim da Fiocruz sublinham a importância de manter-se vigilante em saúde pública, especialmente em tempos de aumento de casos de infecções respiratórias.