dezembro de 2022

Facção criminosa teria planejado envenenar Lula, revela investigação

Entre os alvos estariam Lula, o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (19), uma operação contra uma organização criminosa acusada de planejar o assassinato de altas autoridades brasileiras. Entre os alvos estariam o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

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Segundo a decisão de Moraes, que deu base à operação, as investigações revelaram um plano detalhado para envenenar Lula logo após a eleição de 2022. “Para execução do presidente Lula, o documento descreve, considerando sua vulnerabilidade de saúde e ida frequente a hospitais, a possibilidade de utilização de envenenamento ou uso de químicos para causar um colapso orgânico”, consta no despacho.

Golpe de Estado, codinomes e plano contra Lula

De acordo com informações obtidas pela CNN, o grupo criminoso planejava realizar os ataques em dezembro de 2022, visando impedir a posse do governo eleito. O plano envolvia integrantes das Forças Especiais (FE), conhecidos como “kids pretos”. Entre os alvos também estava Alckmin, que tinha o codinome “Joca”, enquanto Lula era chamado de “Jeca” e Moraes de “professora”.

O suposto líder do grupo seria Mario Fernandes, general da reserva e ex-assessor da Presidência de Jair Bolsonaro (PT). Ele teria redigido um documento com detalhes do plano.

A operação da PF identificou que os ataques estavam previstos para o dia 15 de dezembro de 2022, três dias após a diplomação de Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O planejamento foi denominado como “Punhal Verde e Amarelo” e previa a criação de um “Gabinete Institucional de Gestão de Crise” para lidar com as consequências do golpe.

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Mandados e alvos

A PF cumpriu cinco mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão e 15 medidas cautelares em diferentes estados, incluindo Rio de Janeiro, Goiás, Amazonas e Distrito Federal. O Exército acompanhou parte da ação.

Entre os alvos dos mandados estão:

  • Mario Fernandes, general da reserva e integrante dos “kids pretos”;
  • Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército Brasileiro;
  • Rafael Martins de Oliveira, major do Exército Brasileiro, conhecido como JOE;
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo, major e mestre em Ciências Militares;
  • Wladimir Matos Soares, policial federal.

As investigações apontam que o grupo monitorava Moraes constantemente e articulava meios para executar o plano.

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