
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou sua previsão climática para abril de 2025, apontando um cenário de chuvas irregulares e temperaturas acima da média em várias regiões do Brasil. Essa combinação pode ter impactos significativos na agricultura, especialmente nas lavouras de primeira e segunda safra. Enquanto algumas áreas podem receber precipitações superiores à média histórica, outras enfrentarão déficit hídrico, o que pode comprometer o desenvolvimento agrícola.
No Norte do país, a previsão é de volumes de chuva dentro ou acima da média, o que deve beneficiar o ciclo produtivo das culturas. Entretanto, regiões como o leste do Acre, a divisa do Amazonas com Roraima e o Amapá podem registrar precipitações abaixo do esperado. Isso exige atenção redobrada dos produtores no manejo do solo para evitar prejuízos.
Como a previsão afeta as regiões do Brasil?
No Nordeste, o centro-norte deve continuar com bons índices de umidade, favorecendo lavouras como milho e feijão. Contudo, a Bahia pode enfrentar um período mais seco, com volumes de chuva inferiores a 140 mm. Essa condição pode dificultar o plantio da segunda safra, mas beneficiar a colheita da soja. No Centro-Oeste e Sudeste, a expectativa é de chuvas próximas ou abaixo da média, com acumulados inferiores a 200 mm.
O leste do Sudeste, onde as precipitações devem ultrapassar os 140 mm, terá um cenário favorável para culturas como cana-de-açúcar, café e plantios de segunda safra. No Sul, a tendência é de déficit hídrico no extremo sul do Rio Grande do Sul e em partes de Santa Catarina, enquanto áreas do oeste da região podem registrar chuvas superiores a 100 mm, melhorando a umidade do solo.
Quais são os impactos das temperaturas elevadas?
Além das chuvas irregulares, abril deve ser marcado por temperaturas elevadas. Segundo o Inmet, as máximas devem superar a média histórica no Centro-Oeste, Sudeste, Sul e interior do Nordeste, com termômetros ultrapassando os 24°C. Esse aumento de temperatura pode acelerar a evapotranspiração, reduzindo a umidade do solo e impactando negativamente o desenvolvimento das lavouras.
No Norte e parte do Nordeste, onde as chuvas devem se manter mais regulares, as temperaturas permanecerão dentro da média, variando entre 26°C e 28°C. Essa estabilidade térmica pode ser benéfica para algumas culturas, mas o monitoramento constante é essencial para mitigar riscos.
Como os produtores podem se preparar?
Os produtores devem estar atentos às previsões e adaptar suas práticas de manejo para minimizar os impactos das condições climáticas adversas. Estratégias como o uso eficiente da água, escolha de cultivares mais resistentes e planejamento adequado do calendário agrícola podem ajudar a enfrentar os desafios impostos pelo clima.

Além disso, é importante que os agricultores mantenham-se informados sobre as atualizações climáticas e busquem orientação técnica para tomar decisões mais assertivas. O acompanhamento contínuo das condições meteorológicas pode ser um aliado na busca por uma produção agrícola sustentável e resiliente.
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