O hábito de ligar o veículo e aguardar vários minutos antes de sair da garagem permaneceu por décadas no imaginário dos condutores, mas esquentar o motor do carro parado tornou-se um procedimento dispensável. Nos modelos atuais, a substituição dos antigos carburadores pelos sistemas de injeção eletrônica e válvulas termostáticas inteligentes permite iniciar o trajeto logo após dar a partida. O gerenciamento eletrônico ajusta automaticamente a mistura de ar e combustível para estabilizar a marcha lenta em dias frios.
Embora o óleo lubrificante leve poucos segundos para circular e proteger as galerias superiores do bloco, o conjunto mecânico leva cerca de 20 minutos para atingir a temperatura ideal de trabalho. O perigo para a durabilidade das peças não está em movimentar o automóvel com o bloco frio, mas sim em impor rotações elevadas e acelerações bruscas logo nos primeiros metros. Exigir rendimento máximo do propulsor sem o aquecimento gradual das peças aumenta o desgaste do metal e eleva o consumo de combustível.
Percorrer distâncias inferiores a cinco quilômetros impede que o fluido de arrefecimento alcance a faixa térmica correta, fazendo com que o veículo funcione constantemente abaixo da eficiência projetada. Em situações em que o percurso é interrompido antes do aquecimento total, os manuais das fabricantes enquadram a rotina como uso severo, exigindo prazos reduzidos para a troca de óleo e filtros. Em casos de vias alagadas por fortes chuvas e alagamentos, a cautela com a rotação em motores frios deve ser dobrada para evitar calço hidráulico.