A operação da Nissan no Brasil encerra o ano de 2026 com projeções de forte expansão industrial na fábrica de Resende (RJ). A montadora japonesa prevê atingir a marca de 90 mil unidades produzidas entre os SUVs Nissan Kicks e o inédito Nissan Kait, registrando um crescimento de 29% na comparação com o ano anterior. O avanço da produção nacional ocorre na contramão da média do setor automotivo brasileiro, impulsionado pelo salto de 100% no volume de exportações destinadas a 20 países da América Latina, segundo o Jornal do Carro do Estadão.
Para enfrentar a expansão acelerada de fabricantes da China no mercado brasileiro, a marca redefiniu suas dinâmicas industriais. Conforme revelou o presidente da empresa no país, Ricardo Gondo, a fabricante encurtou o ciclo global de desenvolvimento de novos automóveis de três para apenas dois anos. A redução do tempo de projeto visa acompanhar a rápida transformação do segmento de SUVs compactos, categoria que passou a concentrar cerca de 45% de todas as vendas de automóveis novos no Brasil.
Como parte da estratégia para manter a competitividade, a operação brasileira passará a importar modelos desenvolvidos em parceria com a chinesa Dongfeng. Entre as novidades confirmadas para o portfólio nacional estão o sedã 100% elétrico Nissan N7 e a picape Nissan Frontier Pro PHEV, primeira versão híbrida plug-in do modelo na história. A utilização de plataformas com tecnologia oriental foi confirmada pela liderança global da montadora como a principal arma para responder à pressão comercial no continente.