A Tesla teve forte crescimento nos emplacamentos europeus em setembro de 2026, em um cenário de expansão dos veículos elétricos e de maior presença das fabricantes chinesas. A empresa de Elon Musk chegou a 68.776 unidades, alta de 72,5% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Os números foram divulgados pela Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) e consideram União Europeia, Reino Unido, Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. O resultado representa uma aceleração importante em relação a agosto, quando o avanço anual da montadora havia sido de apenas 4%.
Tesla cresce em meio à pressão das montadoras chinesas
O avanço da empresa norte-americana acontece em um mercado cada vez mais competitivo. A BYD quase dobrou seus registros em setembro e chegou a 49.953 veículos, crescimento de 99% na comparação anual. A SAIC Motor somou 41.987 unidades, com alta próxima de 24%.
Já a Leapmotor ultrapassou 14,5 mil emplacamentos e apresentou um resultado mais de quatro vezes superior ao registrado um ano antes. Entre alguns grupos tradicionais europeus, o desempenho foi diferente. A Volkswagen recuou 2,9%, para 308.474 unidades, enquanto a Renault teve queda de 0,7%, com 114.726 carros registrados.
Mercado de elétricos também acelera
O crescimento da Tesla ocorreu em um mês de forte expansão dos modelos totalmente elétricos. Segundo a ACEA, os veículos movidos apenas a bateria tiveram alta de quase 60% em setembro. Os híbridos plug-in avançaram 24%, enquanto os híbridos convencionais cresceram 5,3%.
No mercado de automóveis de passageiros como um todo, os registros aumentaram 10% na Europa. Na União Europeia, a alta foi de 9,3%. Entre os principais mercados do bloco, a França cresceu 12%, a Itália, 9,8%, e a Alemanha, 9%.
Tesla tenta ampliar presença do FSD
Além do desempenho comercial, a Tesla busca aumentar o alcance do Full Self-Driving (FSD) na União Europeia. A Holanda autorizou, em abril, algumas funções do sistema, incluindo mudanças de faixa e navegação ao redor de outros veículos e objetos.
Em seguida, Lituânia, Estônia e Dinamarca passaram a reconhecer a autorização holandesa. Apesar do nome, a própria montadora afirma que o FSD não transforma o veículo em um carro totalmente autônomo e exige atenção constante do motorista. Agora, autoridades europeias analisam a possibilidade de ampliar a autorização para outros países do bloco.
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