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Dólar fecha em após falas de Lula sobre o BC

A moeda norte-americana subiu 0,22%, cotada a R$ 5,4335, atingindo a máxima de R$ 5,444 durante o pregão

O dólar comercial apresentou variações ao longo do dia, mas encerrou em alta nesta terça-feira (18), com os investidores atentos às novas declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ibovespa registrou alta – Créditos: Freepik

O dólar comercial apresentou variações ao longo do dia, mas encerrou em alta nesta terça-feira (18), com os investidores atentos às novas declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A moeda norte-americana subiu 0,22%, cotada a R$ 5,4335, atingindo a máxima de R$ 5,444 durante o pregão. Este patamar é o mais alto desde 4 de janeiro de 2023, quando o dólar fechou a R$ 5,4523.

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Com esse desempenho, o dólar acumula alta de 0,96% na semana, subindo um total de 11,97% no ano de 2024.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, subiu 0,41%, fechando aos 119.630 pontos. No entanto, o índice registra quedas acumuladas de 0,03% na semana e 10,85% no ano.

O que movimentou o dólar?

Nesta semana, o mercado doméstico está focado na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para quarta-feira (19), quando será decidida a taxa Selic. As expectativas são de que os juros sejam mantidos em 10,50% ao ano.

As recentes declarações do presidente Lula têm impactado negativamente os ativos brasileiros, contribuindo para a desvalorização do real frente ao dólar. Lula criticou o Banco Central e seu presidente, Roberto Campos Neto, afirmando que a instituição é a “única coisa desajustada” no país e que Campos Neto “trabalha para prejudicar o país”. Em entrevista à Rádio CBN, Lula disse: “Só temos uma coisa desajustada neste país: é o comportamento do Banco Central. Presidente que tem lado político, que trabalha para prejudicar o país. Não tem explicação a taxa de juros estar como está.”

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Essas declarações foram feitas na véspera da reunião do Copom, aumentando a apreensão do mercado sobre a postura do Banco Central em relação aos juros. Lula também sugeriu que Campos Neto tem ambições políticas, insinuando que ele poderia assumir um cargo no Governo do Estado de São Paulo após o fim de seu mandato: “A quem esse rapaz é submetido? Como vai a festa em SP quase assumindo candidatura a cargo no governo de SP? Cadê a economia dele?”

Outro fator que tem pressionado o dólar é a perspectiva de juros altos por mais tempo nos Estados Unidos. Analistas previam que o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, começaria um ciclo de corte nas taxas no início do ano, o que ainda não aconteceu, mantendo a pressão sobre a moeda norte-americana.

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