Boris Johnson diz que Rússia não ganha nada e tem tudo a perder caso invada Ucrânia

Johnson ainda disse que Otan não é uma ameaça à Rússia, ideia criada e propagada pelo presidente russo

Boris Johnson diz que Rússia não ganha nada e tem tudo a perder caso invada Ucrânia
Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido (Créditos: Justin Tallis – WPA Pool /Getty Images)

Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, fez um duro discurso neste sábado (19) contra a Rússia e disse que o país não tem nada a ganhar coma eventual invasão da Ucrânia. “Estamos encarando uma geração de derramamento de sangue e dor. A Rússia não tem absolutamente nada a ganhar nesse empreendimento catastrófico, e tudo a perder. Eu rogo ao Kremlin por uma desescalada, para desmobilizar o Exército na fronteira e renovar o diálogo”, declarou ele durante a Conferência de Segurança em Munique, na Alemanha.

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Ele ainda disse que a Otan (Organização do Tratado Atlântico Norte) não pode permitir que a Europa seja chantageada pela Rússia, e que devem se tornar independentes de Moscou no fornecimento de óleo e gás.

“Devemos fazer o desmame desta dependência do óleo e do gás de Vladimir Putin”, afirmou. “A manipulação do suprimento de gás europeu não pode ser ignorada. Devemos garantir, ao fazer pleno uso de suprimentos e da tecnologia, que tornaremos as ameaças da Rússia redundantes”.

Johnson ainda disse que Otan não é uma ameaça à Rússia, ideia criada e propagada pelo presidente russo. “Desde 2014, quando houve a invasão à Crimeia, a Otan não colocava tropas a leste da Alemanha. Nunca houve nenhuma ameaça à Rússia, apenas respondemos às suas tropas neste momento”, enfatizou.

“O Reino Unido está pronto para defender a Ucrânia. Estamos mandando navios, temos 2 mil soldados na Polônia e em outros países também. Além disso, aumentamos nossa presença no lado leste, principalmente no Chipre. Também temos mil soldados à disposição para agir se tiver necessidade humanitária”, acrescentou.

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Kamala Harris, a vice-presidente dos Estados unidos, também falou antes no mesmo evento, e prometeu que haverá sanções inéditas e severas ao país do leste europeu caso a Ucrânia seja invadida.

Rússia faz exercício militar com mísseis

Vladimir Putin, presidente da Rússia, lançou neste sábado (19) exercícios militares estratégicos envolvendo mísseis balísticos em meio à tensão que aumenta. A Rússia anunciou na quinta-feira (17), a retirada de tanques, caminhões militares e aeronaves de combate das regiões de fronteira. Da Crimeia, foram transferidos 10 bombardeiros SU-24 usados nos exercícios.

Por mais que tenha tido um anúncio, os Estados Unidos e a união Europeia estão acusando os russo do movimento contrário. De acordo com líderes do Ocidente, foram transferidos para a fronteira mais de 7 mil soldados.

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O governo russo, em resposta disse na sexta-feira (18) o processo de retirada “levará algum tempo”. Putin também disse que os países ocidentais “vão achar uma desculpa” para implementar duras sanções contra Moscou por conta da crise na fronteira ucraniana.

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