RELAÇÕES BILATERAIS

Lula: “O Mercosul será o que quisermos que seja”

O presidente brasileiro lembrou que esta é a 19ª Cúpula do Mercosul de que participa como chefe de Estado e fez duras críticas ao que chamou de  ‘nacionalismo arcaico e isolacionista’

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Lula com líderes mundiais na Cúpula do Mercosul – Crédito: Ricardo Stuckert

Ao discursar na Cúpula do Mercosul, no Paraguai, nesta segunda-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas ao que chamou de  ‘nacionalismo arcaico e isolacionista’.

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“No mundo globalizado, não faz sentido recorrer ao nacionalismo arcaico e isolacionista. Tampouco há justificativa para resgatar as experiências ultraliberais que apenas agravaram as desigualdades em nossa região”, disse.

Lula na Cúpula do Mercosul

“Num contexto de acirramento da competição geoestratégica, a questão que se impõe é se nossos países querem se integrar ao mundo unidos ou separados. Não vejo contradição entre participar da economia global e cooperar entre vizinhos. Minha aposta no Mercosul como plataforma de inserção internacional e de desenvolvimento do Brasil permanece inabalável. Nosso bloco é um projeto ambicioso e que gerou muitos frutos desde seu lançamento”, disse o chefe de estado do Brasil.

Inicialmente, o presidente Lula lembrou que esta é a 19ª Cúpula do Mercosul de que participa como chefe de Estado. Assim, declarou que, em sua opinião, “nunca nos deparamos com tantos desafios, seja no âmbito regional, seja em nível global”. 

Nesse sentido, falou sobre a tentativa de golpe na Bolívia há algumas semanas: “Retornar à cidade onde o Mercosul foi lançado, em Assunção, sempre nos motiva a refletir sobre o estado da integração. Há menos de 15 dias, um membro de nosso bloco sofreu uma tentativa de golpe. A democracia prevaleceu graças à firmeza do governo boliviano, à mobilização de seu povo e ao rechaço da comunidade internacional.”

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Em seguida, disse que “o Mercosul permaneceu unido em defesa do estado de direito. A reação unânime ao 26 de junho na Bolívia e ao 8 de janeiro no Brasil demonstram que não há atalhos à democracia em nossa região”

Por fim, Lula destacou, ainda,  que o comércio entre países da região aumentou ao longo dos últimos anos. Assim, lembrou que, atualmente, soma US$ 49 bilhões. “É preciso pensar grande, como nossos antecessores ousaram fazer nesta capital há 33 anos. O Mercosul será o que quisermos que seja. Não nos cabe apequena-lo com propostas simplistas que o debilitam institucionalmente. Nossos esforços de atualização devem apontar para outra direção”.

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