Mailza Assis (PP) conquistou a reeleição ao governo do Acre neste domingo (25), com 66,17% dos votos válidos, o equivalente a 237.181 votos. O adversário Alan Rick (Republicanos) ficou com 33,83%, somando 121.269 votos.
Aos 49 anos, ela garante seu primeiro mandato direto à frente do estado depois de assumir o Executivo em abril de 2026. Embora já ocupasse o cargo, esta foi a primeira eleição em que Assis concorreu diretamente ao comando do governo acreano. Em 2022, os eleitores a escolheram vice-governadora na chapa de Gladson Cameli.
Mailza Assis chegou ao governo após passagem pelo Senado
Natural de Mundo Novo, em Mato Grosso do Sul, a governadora vive no Acre desde os 20 anos. Formada em pedagogia e mãe de três filhos, iniciou a carreira política em Senador Guiomard, onde comandou as secretarias municipais de Administração e Assistência Social.
Em 2014, ganhou projeção estadual ao conquistar a primeira suplência de Gladson Cameli no Senado. Quando ele venceu a eleição para o governo em 2018, Assis assumiu a cadeira no Congresso no ano seguinte e permaneceu na Casa por quatro anos.
Nesse período, presidiu o diretório estadual do Progressistas e liderou a bancada do partido no Senado. Ademais, se tornou a quarta mulher a representar o Acre na Casa, depois de Íris Célia Cabanellas, Laélia Alcântara e Marina Silva. Em 2022, voltou a integrar uma chapa com Cameli, desta vez como candidata a vice-governadora.
A dupla venceu a disputa estadual com 56,75% dos votos válidos. A partir de junho de 2024, Assis também comandou a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, onde coordenou políticas de combate à pobreza, segurança alimentar e promoção de direitos.
Da vice-governadoria ao comando do Acre
A política assumiu o Executivo estadual em abril de 2026, depois que Gladson Cameli deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado. A mudança também teve peso histórico. Ela se tornou a segunda mulher a governar o Acre desde que o território passou à condição de estado. A primeira havia sido Iolanda Fleming, em 1986. Quatro décadas depois, Assis chegou ao Palácio Rio Branco e passou a comandar a administração estadual até o fim do mandato iniciado por Cameli.
Continuidade marcou a campanha de 2026
Na eleição deste ano, a governadora apresentou a continuidade administrativa como um dos principais eixos de sua candidatura. O plano para o período de 2027 a 2030 reuniu dez áreas, com propostas para saúde, educação, segurança, infraestrutura, agricultura, meio ambiente e desenvolvimento econômico.
Entre as medidas defendidas estavam a criação de um pronto-socorro infantil, a ampliação do programa Opera Acre e novos serviços de UTI, hemodiálise e oncologia no interior. Na reta final, então, ampliou as agendas na capital e no interior, com caminhadas, reuniões e encontros com profissionais, empresários e lideranças locais.
No primeiro turno, Assis ficou perto de encerrar a disputa sem necessidade de nova votação. Ela recebeu 49,76% dos votos válidos, contra 32,27% de Alan Rick. A campanha também teve embates na Justiça Eleitoral. O adversário questionou o uso de um gesto de coração por Assis e pela candidata a vice, Jéssica Sales (MDB), sob a alegação de possível propaganda antecipada.
A equipe da governadora respondeu que outros candidatos e eleitores também utilizavam o símbolo. Mailza chegou ao segundo turno com o apoio de uma ampla coligação, que reuniu siglas como PP, MDB, PDT, PL e União Brasil, além de diferentes grupos políticos locais. Com a vitória, ela deixa de ocupar o governo apenas como sucessora de Gladson Cameli e passa a comandar o Acre com um mandato conquistado diretamente nas urnas.
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