Vicentinho Júnior (PSDB) foi eleito governador de Tocantins neste domingo (25), após disputar o segundo turno contra Professora Dorinha. Aos 41 anos, ele chega ao Palácio Araguaia depois de construir sua carreira política principalmente na Câmara dos Deputados.
Empresário e filho do ex-senador Vicentinho Alves, o novo governador está em seu terceiro mandato como deputado federal. Ele assumiu pela primeira vez uma cadeira na Câmara em 2015 e voltou a se eleger para as legislaturas seguintes. Em 2026, filiou-se ao PSDB para disputar o governo estadual.
Trajetória de Vicentinho Júnior
Vicentinho nasceu em 11 de abril de 1985 e tem atuação profissional registrada como empresário. Antes de ingressar no PSDB, passou por partidos como PR e PP ao longo da vida parlamentar. Durante os três mandatos na Câmara, participou de comissões ligadas a áreas como agricultura, transportes, minas e energia e segurança pública.
Em 2024, chegou a se licenciar temporariamente do cargo para assumir a Secretaria Extraordinária de Ações Estratégicas do Tocantins, retornando à Câmara em outubro daquele ano. Na eleição estadual, formou chapa com o deputado estadual Amélio Cayres (MDB) e buscou se apresentar como alternativa ao grupo político que comandava o estado.
Saúde e infraestrutura estiveram entre as principais propostas
Vicentinho concentrou críticas na prestação dos serviços públicos, principalmente na saúde. Entre as propostas apresentadas estavam zerar filas de espera, reduzir a sobrecarga do Hospital Regional de Palmas e ampliar o uso de tecnologia, inclusive por meio da telemedicina.
“Nós temos condição de fazer por telemedicina vários dos procedimentos que hoje o Estado obriga que um cidadão, para marcar uma consulta, para fazer o primeiro atendimento, tenha que ir numa unidade de saúde”, afirmou durante sabatina da ‘TV Globo’.
O então candidato também defendeu a conclusão de obras inacabadas e investimentos na malha viária. Na agropecuária, relacionou a melhoria das rodovias à redução dos custos de transporte e ao escoamento da produção.
Tecnologia também apareceu entre as propostas
A modernização da administração pública foi outro eixo defendido por Vicentinho. Ele propôs atualizar sistemas estaduais e ampliar o uso de ferramentas digitais em áreas como saúde, meio ambiente e segurança.
No setor ambiental, defendeu mudanças nos processos do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins). Já na segurança, propôs o uso de inteligência artificial no apoio às forças policiais e a convocação de militares aprovados em concursos que ainda aguardavam nomeação.
“Nós já temos os nossos notórios saberes aqui no Tocantins com condição de criar as ferramentas necessárias para facilitar a vida do cidadão e agilizar os serviços públicos”, disse.
Apoio a Flávio Bolsonaro foi mantido no segundo turno
Na disputa presidencial, Vicentinho declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A posição foi mantida mesmo após o candidato à Presidência manifestar apoio à adversária do tucano na corrida estadual. “Tá tudo certo […] Vou dar meu voto a ele porque ele é a minha melhor opção. É o projeto que eu acredito”, declarou na entrevista.
Vicentinho também disse que respeitaria uma eventual vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e manteria diálogo com o governo federal: “Eu nunca pratiquei a teoria do quanto pior melhor. Eu quero que meu Brasil dê certo. Que as pautas econômicas, que os projetos sociais e que o brasileiro se encontre em uma gestão que dê certo.”
Alianças reforçaram candidatura no segundo turno
Na etapa final da eleição, Vicentinho recebeu o apoio do vice-governador Laurez Moreira (PSD), terceiro colocado no primeiro turno. Ademais, defendeu a escolha de Amélio Cayres para a vice-governadoria como uma decisão voltada à construção de uma relação de trabalho entre os dois.
“Eu não busquei um apadrinhamento […] eu busquei um homem que me permitisse um ambiente saudável. Que o Tocantins deseja já há algum tempo. E que haja uma sintonia entre o governador e seu vice”, concluiu.
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