Estudo identifica enzimas que sobem em casos de traumatismo craniano

Dessa forma, se confirmado o estudo, será possível identificar o grau de intensidade desse tipo de trauma em pacientes

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O estudo ajuda identificar se é necessária a realização de exame tomográfico (Crédito: Marcelo Hernandez/Getty Images)

Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e publicado na revista científica Neurological Sciences, da Sociedade Italiana de Neurologia, identificou a elevação de algumas enzimas em situações onde ocorre trauma craniano. Dessa forma, se confirmado o estudo, será possível identificar o grau de intensidade desse tipo de trauma em pacientes e, dependendo do nível indicado, identificar as situações em que seja necessária a realização de exame tomográfico.

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De acordo com o neurocirurgião Rodrigo Faleiro, um dos pesquisadores que participaram do estudo, estando a enzima em níveis normais, a tendência é de que o trauma seja “de baixa intensidade”, não sendo então necessário fazer a tomografia.

“Apenas com um exame de sangue, você pode determinar se o trauma foi importante ou não”, explica o neurocirurgião, referindo-se à pesquisa que foi conduzida pelo grupo de estudo de lesões encefálicas traumáticas de Minas Gerais, que reúne pesquisadores da Faculdade de Medicina e do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG; da Santa Casa de Belo Horizonte; e do Hospital João XXIII. Segundo a UFMG, a investigação é inédita em humanos. Até então tinha sido feita apenas em animais.

Faleiro, que é médico do Hospital João XXIII, explica que esse exame pode ser usado em situações onde atletas tenham apresentado concussão durante atividade esportiva, como uma partida de futebol. “Nessa situação, podemos dosar a enzima. Se ela estiver aumentada, levaria à necessidade de afastamento. E se estiver normal, o jogador poderia continuar na competição”, disse ele ao citar um exemplo prático de aplicação do objeto de estudo.

O médico, no entanto, pondera que esta é apenas uma das perspectivas que o estudo abre. “Ainda está um pouco longe de se incorporar na rotina do hospital, mas, se em algum momento, o exame de sangue mostrar um custo-benefício interessante, isso pode ser usado na triagem dos pacientes”, complementou o neurologista referindo-se aos caminhos que a pesquisa abre para novas abordagens de traumatismo cranioencefálico.

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(Agência Brasil)