PREVISÃO DO TEMPO

Sul tem alerta vermelho para tempestades, ventania de até 100 km/h e granizo

Instabilidades ainda avançam pela região nos próximos dias, com acumulados que podem passar de 100 mm em áreas do Paraná e Rio Grande do Sul

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O alerta vermelho atinge áreas dos três estados nesta quarta, mas a previsão mantém risco de temporais em parte do Sul nos próximos dias – Nikita Korchagin/Pexels

O alerta vermelho para tempestades coloca áreas do Sul do Brasil sob atenção nesta quarta-feira (4). O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuva volumosa, rajadas que podem superar 100 km/h e queda de granizo em pontos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O risco, contudo, não termina com o fim do dia. A previsão indica que as instabilidades continuam afetando parte da região na quinta-feira (5), além de deixar acumulados expressivos de chuva ao longo da semana.

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Alerta vermelho atinge áreas dos três estados do Sul

O aviso de grande perigo alcança áreas entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o sul do Paraná. Entre os municípios incluídos estão Passo Fundo, Erechim, Caxias do Sul, Santo Ângelo e Ijuí, no território gaúcho, além de Francisco Beltrão, Pato Branco, União da Vitória e Guaratuba, no Paraná.

Santa Catarina também aparece no centro do alerta vermelho. Em localidades atingidas pelo aviso, o volume pode ultrapassar 60 milímetros em uma hora ou 100 milímetros ao longo do dia. Com a combinação de chuva e vento, há risco de alagamentos, interrupções no fornecimento de energia, queda de árvores, danos em construções e prejuízos em áreas agrícolas.

Ademais, o Climatempo aponta condições para tempestades severas entre os dias 3 e 5 de novembro. A maior preocupação envolve rajadas muito fortes, grandes volumes de chuva em pouco tempo e granizo. O serviço meteorológico não descarta a ocorrência isolada de tornados nos três estados, embora indique risco maior para os demais fenômenos.

O que muda na quinta-feira?

As áreas mais instáveis começam a se deslocar ao longo da quinta-feira (5). O Rio Grande do Sul deve registrar uma diminuição das condições para chuva intensa e ventania, segundo a previsão. O Paraná, por outro lado, passa a concentrar o maior risco de tempo severo.

O norte de Santa Catarina também permanece sob atenção durante a madrugada, antes da redução gradual das instabilidades em outras áreas. Além disso, as tempestades podem alcançar setores próximos ao Sul. A entrada de umidade e o deslocamento dos sistemas atmosféricos favorecem chuva também em áreas de Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Chuva pode superar 100 mm ao longo da semana

A previsão semanal do Inmet mantém o Sul entre as regiões com maiores acumulados do país entre 3 e 10 de novembro. No Rio Grande do Sul, os volumes devem ficar predominantemente entre 40 e 80 mm, mas pontos do centro e oeste podem registrar de 80 a 100 mm.

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Santa Catarina tem previsão geral de 40 a 60 mm, com acumulados entre 60 e 70 mm em áreas isoladas da região central. No Paraná, os volumes também variam principalmente entre 40 e 80 mm. No sul do estado, contudo, alguns pontos podem ultrapassar 100 mm durante o período. Além da chuva volumosa, o Inmet prevê possibilidade de trovoadas e granizo em diferentes momentos da semana nos três estados.

Por que as tempestades ganharam força?

A intensidade do episódio resulta da combinação de diferentes condições atmosféricas. Uma corrente de ar quente e úmido proveniente da Amazônia transporta calor e umidade em direção ao Sul do Brasil. Ao mesmo tempo, uma área de baixa pressão se intensifica entre o norte da Argentina e o Paraguai e influencia a região.

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Também há contraste entre o ar quente que predomina sobre o Brasil e o ar frio de origem polar presente sobre a Argentina. Segundo o Climatempo, essa configuração pode favorecer a formação de supercélulas, tempestades organizadas capazes de produzir rajadas muito intensas, granizo e, em determinadas condições, tornados.

A tendência é de mudança gradual na distribuição das áreas de maior risco ao longo dos próximos dias, mas a previsão semanal ainda exige atenção principalmente por causa dos elevados volumes de chuva esperados no Sul.

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