Chuvas abaixo da média no Centro-Sul podem impactar lavouras de soja e café

Precisão de chuvas do 1º trimestre do ano está abaixoda média histórica em boa do Centro-Sul.

Chuvas abaixo da média no Centro-Sul podem impactar lavouras de soja e café
Previsão de chuva indica índices abaixo da média para o Centro-Sul. (Crédito: Canva Fotos)

As chuvas do primeiro trimestre de 2023 podem ser registradas abaixo da média histórica, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

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A tendência climatológica aponta para precipitações menores em diversos pontos da região Centro-Sul do Brasil, com destaque para áreas do Sul – que já estão mais secas – e pontos de Minas Gerais.

A região geoeconômica do Centro-Sul engloba os estados da região Sul, Sudeste (com exceção do norte semi-árido do estado de Minas Gerais), os estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, o sul de Mato Grosso e de Tocantins, além do Distrito Federal.

“Este cenário poderá impactar negativamente as culturas agrícolas que se encontrarem em estádios fenológicos mais sensíveis como a soja, milho primeira safra e feijão”, informam em nota conjunta o Inmet e o INPE ontem (10).

Além disso, há a tendência de chuvas bem abaixo da média nos próximos meses para áreas de Minas Gerais, também motivo de preocupações com a safra de café.

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Andrea Ramos, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em entrevista ao site Notícias Agrícolas, explica que as condições apontadas pela climatologia para o trimestre estão alinhadas com a condição do fenômeno La Niña, com menos chuvas esperadas no Sul do Brasil, mas precipitações acima da média na parte Norte do país.

Ela ressalta ainda que, apesar das indicações climatológicas, as chuvas vêm ocorrendo em diversos pontos dos estados do país, inclusive em áreas de Minas Gerais. Neste início de ano, inclusive com algumas cidades tendo umidade todos os dias – uma característica de verão –, ainda que tenham a tendência crítica no acumulado trimestral. “Precisamos esperar os próximos meses”, informa.

A especialista destaca que é  muito importante o monitoramento diário das condições do tempo. “A climatologia usa modelos estatísticos, já a previsão do tempo é mais dinâmica”, explica.

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