Ciclista morto foi arrastado por 100 metros

O motorista que atingiu o ciclista, foi indiciado por homicídio culposo, sob a influência de embriaguez

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O jovem tinha 17 anos e trabalhava como entregador para uma renda extra (Crédito: Canva)

Um ciclista morreu após ser arrastado por 100 metros na noite de quinta-feira (10), na Avenida Corifeu de Azevedo Marques, na Zona Oeste de São Paulo. A polícia decretou prisão ao motorista que atropelou e matou o ciclista de 17 anos. O motorista foi indiciado por homicídio culposo, sob a influência de embriaguez.

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O motorista Rafael Mauricio Diniz, 39 anos, estava com sinais de embriaguez como olhos vermelhos, voz pastosa e cheiro etílico, mas se recusou a fazer o teste de bafômetro. Segundo a polícia a carteira de habilitação do homem estava suspensa desde junho do ano passado.

O acidente aconteceu quando o carro atingiu o ciclista Claudemir Kauâ dos Santos Queiroz e o arrastou por mais de 100 metros. O veículo invadiu a pista contrária e e parou apenas na faixa de ônibus. O atropelamento ocorreu por volta das 22h.

O carro do motorista ficou com o vidro danificado. Rafael Mauricio tentou fugir, mas foi impedido por entregadores que passavam no local do acidente. Ele foi encaminhado para o 14ºDP, de Pinheiros e mais tarde, conduzido ao 91ºDP, no Ceasa, onde está preso. O juíz irá analisar se o homem continuará preso ou não.

Em depoimento à polícia, o homem disse que estava na casa da noiva e foi buscar comida japonesa em um restaurante. Segundo ele, enquanto esperava bebeu uma cerveja e ao sair do local atingiu a vítima em uma curva. Rafael relatou, que não viu o ciclista e que não sabe se chegou a cochilar.

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O motorista afirmou não ter tentado fugir. O empresário diz ter entrado no carro, pois estava cercado de motociclistas que queriam lhe agredir. Casa ele seja condenado, a pena pode variar de 5 a 8 anos de prisão.

O ciclista Claudemir era recém casado, tinha acabado de ser pai e estava trabalhando como entregador há 5 meses como renda extra. O socorro chegou a ser acionado, mas ele não resistiu.