Governo avalia reajustar salário de servidor caso PEC dos Precatórios seja aprovada

O Presidente está em Bahrein, no Oriente Médio, e falou em entrevista coletiva à imprensa

Governo avalia reajustar salário de servidor caso PEC dos Precatórios seja aprovada
O presidente Bolsonaro, disse que o governo está avaliando o reajuste salarial para os servidores públicos, caso o Congresso aprove a PEC. (Créditos: Alan Santos/PR)

O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (16) que o governo está avaliando autorizar reajuste salarial para todos os servidores públicos caso a PEC dos Precatórios seja aprovada pelo Congresso Nacional.

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Bolsonaro não explicou de quanto será o aumento nem que fatia exata dos recursos será destinada ao funcionalismo. O Presidente está em Bahrein, no Oriente Médio, e falou em entrevista coletiva à imprensa.

A PEC dos Precatórios, enviada ao Congresso pelo governo em agosto, permite o parcelamento das dívidas da União já reconhecidas pela justiça. O texto passou pela Câmara dos Deputados e agora depende de aprovação do Senado. O governo diz que, se aprovada, a PEC abrirá espaço de R$ 91,6 bilhões no orçamento de 2022, sobretudo para bancar o novo programa social do governo, o Auxílio Brasil, que substituiu o Bolsa Família desde o último dia 17.

“Eu conversei com o Paulo Guedes [ministro da Economia]. Em passando a PEC dos Precatórios, tem que ter algum espaço para dar algum reajuste. Não é o que eles (servidores) merecem, mas é o que podemos dar. […] Todos os servidores federais, sem exceção. Concurso público: apenas o essencial”, disse Bolsonaro.

Segundo os técnicos, mesmo que a PEC seja aprovada pelo Congresso, não haverá espaço no orçamento para bancar o reajuste aos servidores. Isso ocorrerá porque uma parte será designada ao pagamento do Auxílio Brasil.

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A visita do presidente ao Bahrein faz parte de uma viagem de Bolsonaro a três países do Oriente Médio. Já passou pelos Emirados Árabes Unidos e também irá ao Catar.

Seu objetivo com as viagens ao Oriente Médio é fortalecer as relações do Brasil com países da região do Golfo Pérsico, grandes produtores de petróleo e possuir fundos soberanos de investimentos.