Homem diz ter sido vítima de ataque homofóbico em SP

O ataque ocorreu dentro do terminal de ônibus de Santo Amaro, na capital de SP

Homem diz ter sido vítima de ataque homofóbico em SP
Ele compartilhou nas redes sociais seu relato, detalhando que três agressores fizeram diversas ofensas homofóbicas durante o ataque contra a vítima (Créditos: Divulgação / Redes sociais @handerson_a)

Handerson Azevedo, de 26 anos, denunciou ter sido espancado dentro do terminal Santo Amaro, na capital de SP. Ele compartilhou nas redes sociais seu relato, detalhando que três agressores fizeram diversas ofensas homofóbicas durante o ataque contra a vítima.

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“Hoje é seu dia de morrer viadinho’ — ‘Hoje você morre’ — ‘Mata logo ele’ ecoa na minha cabeça, não sai de maneira nenhuma. Eu não sei nem por onde começar.” Handerson, relatou o ataque em seu perfil do Instagram, onde inúmeras figuras públicas, deram apoio ao seu relato, como Pabllo Vittar e Fefito.

Ele conotou que foi atacado por três homens, que o prenderam dentro de uma cabine no banheiro do terminal. O caso aconteceu na noite de domingo (06). De acordo com Handerson, os agressores tentaram asfixiá-lo, mas ele conseguiu gritar e acabou sendo socorrido.

“Aconteceu justamente comigo o que um homossexual/ travesti e etc mais teme que ocorre todos os dias em algum lugar. Viver com a apreensão vira uma rotina, conviver com o medo de ser espancado, torturado, morto, é uma realidade que a nossa sociedade não quer enxergar, mas EXISTE e eu sou a prova (VIVA).Todos os dias, a todo momento somos mortos (e não sei como estou aqui, relatando)”, destacou a vítima.

Ele postou um vídeo ao relatar o ataque, que foi feito pouco depois das agressões, com diversos hematomas e arranhões no rosto, peito e costas. Handerson pediu a justiça pelo crime que sofreu e alertou para a “normalização” de situações de homofobia como um “cotidiano“.

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“Estou em casa, quebrado, desorientado, mas vivo. Quero deixar um recado especialmente para você que é gay, que tem filho gay, ou amigo é, que não apoia tais condutas, não vamos abaixar nossa cabeça para ninguém. Jamais, nunca. Se cuidem, protejam os seus, se protejam se unam. Pois precisamos de união, para nos manter vivos”, concluiu.

Na postagem, Handerson não detalhou sobre a identificação e prisão dos agressores. O site do UOL tentou contato com ele para conseguir mais informações. Nos stories do Instagram, ele confidenciou que está sofrendo com crises de ansiedade e dores no corpo após o ocorrido.

A SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), informou em nota, que a Polícia Civil está investigando o caso, registrado como lesão corporal no 11º DP (Santo Amaro). Handerson tem seis meses para oferecer a representação criminal contra os autores da agressão.

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A SPTrans, que gera o transporte público de ônibus na capital de SP, lamenetou o episódio, e se colou à disposição para ajudar nas investigações, e informou que a vítima “foi socorrido pelos funcionários da empresa que administra o terminal”, que o ajudaram a receber atendimento médico.

“A SPTrans repudia qualquer tipo de agressão, violência e discriminação no transporte e nas dependências públicas e realiza campanhas educativas sobre tolerância e respeito em materiais afixados nos ônibus, terminais e publicados em seus perfis nas redes sociais”, concluiu o comunicado.