Violência contra mulher

Pedido de liberdade de procurador que agrediu colega é negado pela Justiça

Para argumentar a atitude do procurador Demétrius Oliveira de Macedo, os defensores seguiram a premissa de que o réu sofre com “problemas de ordem psiquiátrica” desde 2020.

Pedido de liberdade de procurador que agrediu colega é negado pela Justiça
Demétrius Oliveira de Macedo, procurador na Prefeitura de Registro (Crédito: Reprodução/ Redes Sociais)

O pedido de liberdade feito por advogados do procurador Demétrius Oliveira de Macedo, condenado por agredir a procuradora Gabriela Samadello Monteiro de Barros na prefeitura de Registro, foi negado pela Justiça de São Paulo. A defesa do procurador alegou surto psicótico para o episódio, mesmo assim a justiça afirma que a liberdade do réu coloca em risco a aplicação da lei penal. 

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Para argumentar a atitude do procurador Demétrius Macedo, os defensores seguiram a premissa de que o réu sofre com “problemas de ordem psiquiátrica” desde 2020, e já apresentou outros quadros de surtos psicóticos e delírios. Segundo o comunicado, Macedo havia pedido demissão de seu cargo neste ano e acabou tendo “falta de consciência de seus atos” constatada no exame demissional.

Em contrapartida, a Justiça de São Paulo negou o pedido de liberdade dizendo: “observo, sem embargo da reiteração do conteúdo decisório de outrora, que persiste a necessidade da prisão para garantia da ordem pública, em busca de se prevenir que o requerido retome o comportamento delitivo contra a vítima ou contra as testemunhas”. 

O caso

Gabriela Samadello, procuradora-chefe na Prefeitura de Registro, foi vítima de agressão. Segundo o depoimento de  Gabriela à polícia civil, o autor das agressões já tinha sido grosseiro com outra funcionária do setor. O crime aconteceu na tarde de segunda-feira (20) do mês passado, na sala da procuradoria geral do município, dentro do ambiente de trabalho. Uma outra funcionária registrou a cena em que Demétrius socou e chutou a colega. De acordo com o Boletim de Ocorrência, a agressão começou com uma cotovelada na cabeça e continuou com socos no rosto.

 

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