PGR vai investigar se Kim Kataguiri e Monark fizeram apologia ao nazismo

Em seu twitter oficial, Kim Kataguiri repudiou a abertura da investigação e criticou Aras

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O deputado federal, Kim Kataguiri (Podemos-SP), durante vídeo publicado no youtube intitulado de ”Mensagem à comunidade judaica”. 8/2/2021. (Crédito: Reprodução/Redes Sociais)

O procurador-geral da República, Augusto Aras, determinou nesta terça-feira (8) a abertura de um inquérito sobre o suposto crime de apologia ao nazismo praticado pelo deputado federal Kim Kataguiri (Podemos-SP) e pelo youtuber Monark.

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Segundo dados divulgados pela PGR, o Ministério Público Federal (MPF) recebeu representações sobre o episódio do Flow Podcast em que Monark defende a “legalidade de um partido nazista no Brasil”.

Kim Kataguiri também será investigado porque afirmou considerar que a Alemanha errou ao ter criminalizado o partido nazista.

O caso será analisado pela assessoria criminal de Aras porque Kim Kataguiri tem foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF) por ser deputado federal.

 A PGR também informou que Augusto Aras não pode “se posicionar sobre o caso específico”, mas “reitera posição contra o discurso de ódio já externada em mais de uma oportunidade”.

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“Todo discurso de ódio deve ser rejeitado com a deflagração permanente de campanhas de respeito a diversidade como fazemos no Ministério Público brasileiro para que a tolerância gere paz e afaste a violência do cotidiano”, declarou Aras na cerimônia de abertura do ano judiciário, há uma semana.

Em seu twitter oficial, Kim Kataguiri repudiou a abertura da investigação e criticou Aras por sua inércia em relação aos crimes cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). ”É aterrador que o PGR, que sempre faz vista grossa para crimes que realmente aconteceram tenha agido tão rápido. Quando há claros indícios de crime cometido pelo presidente da República, Augusto Aras nada faz”, escreveu Kim.

Kim também afirmou ser inocente e disse que irá colaborar com as investigações. ”Vou colaborar com as investigações pois meu discurso foi absolutamente antinazista, não há nada de criminoso em defender que o nazismo seja repudiado com veemência no campo ideológico para que as atrocidades que conhecemos nunca sejam cometidas novamente.”

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