Terras públicas invadidas somam 28% do desmatamento na Amazônia

De acordo com Ipam, as categorias que mais contribuíram negativamente para a marca depois das “terras públicas”, são “imóveis rurais”, com 26% e “assentamentos”, com 23%

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(Créditos: Marizilda Cruppe/Amazon Watch/Amazônia Real)

Entre agosto de 2020 e julho de 2021, as terras públicas que teriam que ser protegidas e preservadas pelo governo federal, tiveram 3,7 . Isso representa 28% de todo o desmatamento ocorrido de teor criminoso no período, segundo análise do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).

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As áreas da Amazônia podem ser classificadas, as “florestas públicas não destinadas”, do relatório anual feito pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) no total foram as que mais perderam árvores 13 mil km de desmate.

De acordo com Ipam, as categorias que mais contribuíram negativamente para a marca depois das “terras públicas”, são “imóveis rurais”, com 26% e “assentamentos”, com 23%.

O instituto disse que “as florestas públicas não destinadas são áreas na Amazônia que, por lei, deveriam ser dedicadas à proteção ou ao uso sustentável”. Entretanto, “até hoje não tiveram destinação específica e, por isso, são alvo constante de grilagem”, alerta o Ipam.

“O desmatamento nas florestas públicas cresceu muito nos últimos anos. O governo sabe que é sua responsabilidade fiscalizar essas áreas”, explica o diretor-executivo do IPAM , André Guimarães.

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O crescimento do desmatamento nas terras públicas é resultado da alta total: desde 2015 a área devastada por tratores, correntes e motosserras aumentou, chegando a 10.129km  em 2019 e 10.851km 2 em 2020. Os números do Prodes do relatório 2021 apontam o maior desmatamento desde 2006 (veja abaixo vídeo do Jornal Nacional sobre o tema).

Segundo informações do G1, a alta na taxa de desmatamento está em desacordo com as promessas apresentadas pela comitiva do Brasil na 26ª Conferência do Clima em Glasgow, a COP26, na Escócia:

Redução de 15% ao ano até 2024;

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Redução de 40% ao ano em 2025 e em 2026;

Redução de 50% em 2027;

Zerar o desmatamento ilegal em 2028.

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“Como os países que foram para a COP26 podem acreditar quando o Brasil fala que vai acabar com o desmatamento ilegal em 2028? Barreiras não-tarifárias, como desmatamento e sua contribuição para as mudanças climáticas, são uma realidade no comércio internacional, e nosso país corre um sério risco de ver mercados fecharem nossos produtos”, afirma Guimarães.

O ministro do meio ambiente, Joaquim Pereira Leite, falou depois da divulgação do aumento de 22% no desmatamento da Amazônia, que o governo federal terá atuação mais “contundente” contra crimes ambientais e disse que os dados não mostram a atuação federal dos últimos meses.

A promessa de Leite foi vista com desconfiança pelos os especialistas. observando os dados dos danos causados em terras públicas, o diretor-executivo do IPAM, André Guimarães, disse que o Brasil sabe como diminuir o desmatamento.

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“(O país) já fez isso antes e pode fazer de novo. É necessário planejamento e ações estruturantes. A partir do momento que o atual governo escolhe ignorar consistentemente as lições do passado e insistir em caminhos que têm efeito contrário, trata-se de irresponsabilidade.” – André Guimarães, diretor-executivo do Ipam.