Vítimas com sequelas aguardam julgamento do caso Backer

Em 2020 sete pessoas morreram ao tomarem a cerveja Belorizontina, produzida pela cervejaria Backer

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Cerveja Belorizontina da cervejaria Backer (Crédito: Reprodução / Instagram @bhcomidaria )

Após dois anos, vítimas sobreviventes do caso Backer, porém sequeladas aguardam julgamento. O caso aconteceu em 2020 quando pessoas que tomaram a cerveja Belorizontina, produzida pela cervejaria Backer tiveram sintomas de intoxicação. Segundo as investigações sete pessoas morreram e outras 22 conseguiram sobreviver, mas com sequelas diversas.

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Até o momento onze pessoas inclusive os sócios-proprietários da cervejaria Backer se tornaram réus. Os três sócios foram denunciados por dois artigos do Código Penal. O primeiro do parágrafo 1º-A do artigo 272 consta “condutas de vender, expor a venda, ter em depósito para vender, distribuir ou entregar a consumo produto que sabiam poderia estar adulterado” e o segundo do artigo 64 do Código de Defesa do Consumidor, “deixar de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado”.

Já os sete engenheiros e técnicos foram denunciados por homicídio culposo e lesão corporal culposa. Para o Ministério Público eles agiram como um dolo eventual. A Justiça recebeu a denúncia em outubro de 2020.

As vítimas com sequelas ainda aguardam o julgamento do caso Backer. Dentre as pessoas sequeladas uma delas precisou colocar implantes no cérebro para compensar a perda total da audição, outra fez cirurgia abdominal por conta de uma bolsa de colostomia, enquanto outra vítima perdeu a sensibilidade nos dedos. Os outros vitimados também apresentam sequelas.

Desde que aconteceu o caso, pessoas lamentam e se manifestam sobre o assunto nas redes sociais.

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