EXIGÊNCIAS

Carregadores de carros elétricos em condomínios: veja regras, leis e custos de instalação

Legislação paulista assegura o direito de recarga em vagas privativas, mas exige laudos técnicos e custos que podem chegar a R$ 8 mil

Carregadores de carros elétricos em condomínios veja regras, leis e custos de instalação
A potência do BMW Wallbox pode ser até 26 vezes superior a dos carregadores portáteis – Foto: Divulgação/ BMW

A convivência entre a mobilidade sustentável e a vida em edifícios ganhou novas diretrizes com o avanço de legislações específicas para a instalação de carregadores de carros elétricos em condomínios. Em São Paulo, a Lei Estadual nº 18.403/2026 assegura ao proprietário o direito de implementar uma estação de recarga individual em sua vaga privativa, desde que cumpra rigorosos requisitos de segurança técnica. A medida proíbe vetos genéricos por parte dos síndicos, condicionando qualquer recusa a laudos técnicos fundamentados que comprovem a inviabilidade da infraestrutura do prédio.

O investimento financeiro para viabilizar um ponto de recarga individual é integralmente do condômino e varia de acordo com a complexidade da rede elétrica. Em levantamentos de mercado, um equipamento wallbox de 7 kW custa entre R$ 3.000 e R$ 5.500, enquanto a mão de obra e o cabeamento adicionam de R$ 800 a R$ 5.000. No total, o serviço convencional pode alcançar R$ 8.000, considerando a necessidade de uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou Termo de Responsabilidade Técnica (TRT) emitido por um engenheiro eletricista qualificado.

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Para motoristas que optam por não investir na estação fixa de parede, a alternativa é utilizar o carregador portátil que acompanha os veículos. Contudo, especialistas alertam que a recarga lenta exige um circuito elétrico exclusivo, com aterramento correto e proteção contra sobrecarga, já que o automóvel consome energia continuamente por longas horas. Antes de efetuar a ligação em tomadas convencionais ou iniciar obras na garagem, a administração do prédio deve avaliar o quadro de distribuição e a curva de carga coletiva com base nas diretrizes da ABNT e do Corpo de Bombeiros.

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