Um ato em apoio a Flávio Bolsonaro (PL) realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, terminou em confusão nesta segunda-feira (19). A manifestação, chamada de UFRN Anti-Lula, teve discussões e agressões, além de deixar ao menos um estudante ferido, segundo o ‘UOL’.
Imagens publicadas nas redes sociais registraram parte do tumulto. Um dos portões de acesso aos setores III e IV do campus também ficou danificado. Até então, não havia informação sobre prisões.
Ato na UFRN reuniu apoiadores e críticos do governo
A mobilização, organizada por grupos de direita, reuniu críticas ao governo federal e abordou temas como orçamento universitário, contingenciamentos, greves e condições de manutenção da instituição. De acordo com o veículo, o deputado federal General Girão (PL) e a vereadora de Natal e deputada estadual eleita Camila Araújo participaram do evento.
Durante a manifestação, os organizadores usaram um carro de som no campus. Professores e estudantes reclamaram do barulho durante o horário de aula, e parte da comunidade acadêmica se aproximou do local. Pouco depois, apoiadores e críticos do ato começaram a discutir.
Estudante ficou ferido durante a confusão
Um dos vídeos divulgados mostra um estudante de jornalismo sendo atingido por golpes durante o tumulto. Nas imagens, ele cai e aparece com sangramento na boca. Ademais, houve relatos de professores tentando impedir que os grupos se aproximassem ainda mais. A segurança patrimonial da universidade foi chamada e atuou para separar os envolvidos.
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Acionamento do TRE-RN após denúncias
De acordo com o ‘g1’, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) recebeu denúncias relacionadas ao ato pelo aplicativo Pardal, ferramenta usada para comunicar possíveis irregularidades eleitorais. Diante da situação, o tribunal solicitou apoio da Polícia Militar.
Em nota, o juiz eleitoral Cleanto Pantaleão afirmou que manifestações políticas dentro de universidades são protegidas pela liberdade de expressão e pela autonomia universitária. Ademais, ressaltou que essa garantia não autoriza eventual propaganda eleitoral irregular nem o uso indevido de bens públicos.
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