O historiador e comentarista político Marco Antonio Villa é considerado foragido após a Polícia Civil de São Paulo não conseguir localizá-lo para cumprir um mandado de prisão. A ordem judicial tem origem em uma dívida de pensão alimentícia que chega a R$ 570.358,61, segundo dados atualizados até setembro deste ano e divulgados pelo portal UOL nesta sexta-feira (16).
Os agentes de segurança realizaram buscas em diferentes endereços, mas o paradeiro do escritor segue desconhecido.
A determinação judicial e as buscas por Marco Antonio Villa
O mandado foi expedido pelo juiz Eduardo Palma Pellegrinelli, da 12ª Vara da Família e das Sucessões do Foro Central Cível. A decisão estabelece a prisão civil por 30 dias, período que pode ser prorrogado, e autoriza a entrada de policiais na residência do comentarista, inclusive com uso de arrombamento, caso seja necessário para a execução da ordem.
A polícia tentou encontrá-lo em dois locais distintos sem sucesso, e o processo corre sob segredo de Justiça. Até a publicação das informações, ele não apresentou uma manifestação pública sobre o tema.
Disputa eleitoral recente e mudança no patrimônio declarado
O caso ganhou evidência logo após a participação de Villa nas eleições, quando disputou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo MDB. Ele recebeu 31.579 votos e ficou na condição de suplente.
Um fato observado pela imprensa foi a alteração em seu patrimônio oficial. Ao registrar a candidatura neste ano, ele declarou não possuir bens. Em contraste, no pleito de 2022, quando concorreu pelo Cidadania, informou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 1,31 milhão, que incluía imóveis na capital e na cidade de Peruíbe.
Que é Marco Antonio Villa
Nascido em 1955 e formado em História pela Universidade de São Paulo (USP), o autor de mais de 40 livros construiu uma carreira na mídia, atuando na rádio Jovem Pan e na TV Cultura. Ele se notabilizou por anos como um crítico do PT. No entanto, mudou o posicionamento em 2022, ao declarar apoio a Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Haddad. Apesar do histórico de embates motivados por suas análises, a atual ordem de prisão trata exclusivamente de uma questão familiar, sem relação com a sua trajetória política.
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