O serviço de mobilidade oferecido pela Rhino tem chamado a atenção no mercado paulistano ao apostar em um modelo de negócio totalmente diferente das plataformas tradicionais de transporte por aplicativo. Em vez da clássica remuneração por corrida realizada, a empresa remunera os motoristas parceiros com um valor fixo por horas logadas, além de assumir integralmente os custos operacionais, como abastecimento, limpeza, recarga, manutenção e fornecimento de celular corporativo. O CEO e fundador Daniil Sergunin explica que a escolha estrutural visa reduzir o estresse do trânsito e garantir um atendimento cordial e humanizado aos passageiros, segundo o Jornal do Carro do Estadão.
Para estruturar a operação, a companhia testou cerca de 20 modelos de veículos antes de selecionar o BYD Song Plus como pilar da frota 100% blindada e híbrida. A escolha equilibra o conforto exigido pelo público executivo com a versatilidade necessária para driblar os desafios de infraestrutura elétrica em trajetos mais longos. No aspecto tecnológico, o sistema proprietário batizado de “Instant Dispatch” conecta motoristas e passageiros em até três segundos, ajudando a zerar a taxa de cancelamentos e otimizando o fluxo nas ruas da capital.
Atualmente, o aplicativo contabiliza 400 mil usuários ativos mensais, com forte predominância de um público maduro entre 35 e 44 anos. Em simulações de trajeto urbano comparativo em São Paulo, o serviço de carros blindados registrou tarifas superiores à média praticada por concorrentes como Uber e 99, refletindo o posicionamento focado em segurança reforçada e padrão executivo. Com planos de expansão gradual previstos até 2030, a marca pretende levar seu modelo estrutural a outras praças brasileiras conforme novas rodadas de investimento e consolidação local.